Fevereiro 24th, 2011 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Delfina de Jesus e Simão Borrego casaram muito novos, no início da década de sessenta. Tinha ela acabado de fazer 18 anos e ele 19. E não foi por haver mouro na costa, que é como quem diz ir ela já prenhe, infâmia de solteira que na aldeia o matrimónio lava ou as facadas de [...]
Fevereiro 22nd, 2011 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Este fim-de-semana no Porto VENHA TOMAR UM CAFÉ COM ONOFRE VARELA! O Novo livro de Onofre Varela, SOU GAJO PARA TOMAR UM CAFÉ, é apresentado, este fim-de-semana, no Porto, em dose tripla! Assim, na 6ª feira, a partir das 21.30h, Onofre Varela estará no Centro Comercial Parque Nascente (no corredor em frente ao Jumbo), em [...]
Fevereiro 6th, 2011 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
O senhor Salustiano era um homem de fé. Lembrou-se de que S. Lamberto era o padroeiro dos dentistas e, por analogia, entendeu ele, dos sofredores dentais. Por isso, saiu do consultório e atravessou a povoação em direcção à igreja onde, naquelas circunstâncias de tempo, já pontificava o nosso conhecido padre José dos Santos Passos, segundo [...]
Janeiro 31st, 2011 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Jerónimo Felizardo estava a aliviar o luto a que a perda da amantíssima esposa, Deolinda, o obrigara. Não se pode dizer que lhe fora muito dedicado em vida nem excessivamente fiel. Mas habituara-se a ela como um rafeiro ao dono que o acolhe. Sentia-lhe agora a falta. Deolinda de Jesus dera-lhe tudo. Mesmo tudo. Até [...]
Janeiro 3rd, 2011 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Dissertação sobre a profanação dos ícones… Como disse Ortega Y Gasset, em matéria de arte, amor ou ideias, são pouco eficazes os anúncios e programas, e eu não tenho qualquer programa, nem venho aqui anunciar nada que faça estremecer as convexidades labirínticas dos cenáculos. Vivo na desconexão grotesca de todas as realidades, as existentes ou [...]
Dezembro 25th, 2010 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Voltar às origens na noite de consoada é a viagem marcada no calendário, imposta pelo hábito e repetida pela inércia. À medida que as coisas e os lugares se encaixam cada vez menos na memória mais intensamente os procuramos. Parte-se em busca do passado e teme-se a desilusão de não achar sinais. Mas volta-se sempre, [...]
Dezembro 24th, 2010 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
A aldeia tinha água e luz, a primeira provinda exclusivamente de uma fonte de mergulho, donde jorravam excedentes para o bebedoiro do gado e para a presa onde as mulheres lavavam roupa, e a segunda, do Sol e das estrelas, reflectida pela lua, ou nascida na torcida dos candeeiros a petróleo ou no pavio de [...]
Dezembro 18th, 2010 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
O Senhor Jesus Ressuscitado viajava, no Domingo de Páscoa, pelas casas da aldeia a recolher o ósculo e a esmola dos devotos. Onde não chegava antes do anoitecer ia no dia seguinte, com desgosto dos paroquianos que o aguardavam. A bênção valia o mesmo, é certo, mas perdia-se o tempo da espera e era diferente. [...]
Dezembro 17th, 2010 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Dissertação sobre a morte de Joana d’ Arc… Deixaste vencer-te pela desgraça que te bateu à porta, quando te chamaram bruxa e tu já sabias que aquele hálito a saber a podre vinha para te anunciar a morte no patíbulo que improvisaram para a História. Não havia alternativa à tua rebeldia, que envergonhava os homens [...]
Dezembro 15th, 2010 |
por Carlos Esperança |
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Literatura
Das andanças pelo país que cada promoção implicava na vida de um funcionário de finanças, contava-me meu pai que numa aldeia de Bragança, onde aguardou dois anos o regresso à Guarda e à família, era costume os homens exonerarem Deus da obrigação de os chamar à sua divina presença. Eles próprios encarregavam-se de o fazer [...]