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	<title>Diário Ateísta &#187; Raul Pereira</title>
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	<description>Fundado no ano 2000, o ateismo.net foi o sítio web criado para juntar uma comunidade de ateus e ateias portugueses para a formação do que veio a ser a Associação Ateísta Portuguesa. O ateismo.net deu origem ao Diário Ateísta, um dos primeiros blogs portugueses, hoje um espaço privado de divulgação de opinião e comentário pessoal daqueles que aqui colaboram. Todos os textos aqui publicados são da exclusiva responsabilidade dos autores e não representam necessariamente as posições da AAP.</description>
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		<title>A Morte de Deus</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 00:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Antena2]]></category>
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		<description><![CDATA[O programa da Antena2, Caleidoscópio, transmitiu, durante o último trimestre de 2011, um ciclo intitulado Jogos Funerários, da responsabilidade de João Paulo Pedroso. O autor teve a amabilidade de nos enviar o link para a transmissão do dia 04 de Dezembro passado, que será, com toda a certeza, do agrado dos nossos leitores. Da maioria deles, pelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa da Antena2, <em><a title="Caleidoscópio" href="http://www.rtp.pt/antena2/index.php?headline=23&amp;visual=18&amp;letra=c" target="_blank">Caleidoscópio</a></em>, transmitiu, durante o último trimestre de 2011, um ciclo intitulado <em>Jogos Funerários</em>, da responsabilidade de João Paulo Pedroso. O autor teve a amabilidade de nos enviar o <a title="A Morte de Deus" href="http://tv1.rtp.pt/multimediahtml/audio/caleidoscopio/2011-12-04/102552" target="_blank"><em>link</em> para a transmissão do dia 04 de Dezembro passado</a>, que será, com toda a certeza, do agrado dos nossos leitores. Da maioria deles, pelo menos&#8230;</p>
<div align="center">
<img class="aligncenter size-full wp-image-16183" title="Dead God" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2012/01/deadgod.jpg" alt="Dead God" width="320" height="280" /></div>
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		<title>O mundo não acabará em 2012&#8230;</title>
		<link>http://www.ateismo.net/2011/12/30/o-mundo-nao-acabara-em-2012/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 03:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Ateísta]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230;por isso refrescamos levemente a nossa imagem. Esperemos que gostem e, sobretudo, que continuem a passar por cá. Obrigado a todos pelo excelente ano que está a terminar: o Diário Ateísta cresceu em contribuidores e em leitore(a)s, não só em Portugal como no outro lado do Atlântico, e a Associação Ateísta Portuguesa continua a atrair muitos novos associado(a)s, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;por isso <strong>refrescamos levemente a nossa imagem</strong>. Esperemos que gostem e, sobretudo, que continuem a passar por cá.</p>
<p>Obrigado a todos pelo excelente ano que está a terminar: o <em>Diário Ateísta</em> cresceu em contribuidores e em leitore(a)s, não só em Portugal como no outro lado do Atlântico, e a <em><a title="Associação Ateísta Portuguesa" href="http://www.aateistaportuguesa.org/" target="_blank">Associação Ateísta Portuguesa</a></em> continua a atrair muitos novos associado(a)s, o que muito nos honra. Como tudo leva a crer que o planeta não saltará da órbita durante o próximo ano, continuaremos a empenhar-nos para manter esta curva em ascensão. Para mal da espécie, no entanto, tudo leva a crer, também, que não faltará o ódio religioso e que muito dele não será tão inócuo como uma <a title="Diálogo inter-religioso" href="http://www.ateismo.net/2011/12/28/o-dialogo-inter-religioso/" target="_blank">estúpida luta de vassouras</a>&#8230; Cá estaremos para debater e informar, como sempre.</p>
<p>Saudamos todos os não-crentes, os crentes e todos os seres vivos da Terra e fazemos votos para que 2012 vos traga tudo o que planeiam fazer (de bem) com os vossos bissextos 366 dias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-15957" title="DA" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/12/diarioateista_banner.png" alt="DA" width="504" height="60" /></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O número</title>
		<link>http://www.ateismo.net/2011/12/07/o-numero/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 09:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[AAP]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[666]]></category>
		<category><![CDATA[Besta]]></category>
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		<description><![CDATA[Aqui está o número ao qual muitos dos nossos leitores nos associam imediatamente: &#160; Aqueles que nem a Besta temem, devem clicar na imagem ou aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui está <strong>o número</strong> ao qual muitos dos nossos leitores nos associam imediatamente:</p>
<div align="center"><a title="Facebook: AAP" href="http://www.facebook.com/aateistaportuguesa" target="_blank"><img src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/12/AAP666.png" alt="AAP 666" /></a></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Aqueles que nem a Besta temem, devem clicar na imagem ou <a title="Facebook: AAP" href="http://www.facebook.com/aateistaportuguesa" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Livros de Humberto Eco e Jesse Bering</title>
		<link>http://www.ateismo.net/2011/11/02/livros-de-humberto-eco-e-jesse-bering/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 09:52:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Deus]]></category>
		<category><![CDATA[Jesse Bering]]></category>
		<category><![CDATA[Temas & Debates]]></category>

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		<description><![CDATA[Umberto Eco Construir o inimigo e outros escritos ocasionais (Costruire il nemico e altri scritti occasionali), Gradiva, 2011, 312 pg. (****) Eco tem um apetite intelectual bulímico e omnívoro, de forma que esta recolha de 15 textos apresentados em conferências ou publicados na imprensa durante a primeira década deste século, vai do Ulisses de James Joyce à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Umberto Eco</strong></p>
<p><strong>Construir o inimigo e outros escritos ocasionais (Costruire il nemico e altri scritti occasionali), </strong><strong>Gradiva, </strong><strong>2011, 312 pg. (****)</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-15379" title="Humberto Eco, &quot;Construir o Inimigo&quot;" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/11/6725_MAIN.jpg" alt="Construir o Inimigo" width="150" height="222" /></p>
<p>Eco tem um apetite intelectual bulímico e omnívoro, de forma que esta recolha de 15 textos apresentados em conferências ou publicados na imprensa durante a primeira década deste século, vai do <em>Ulisses</em> de James Joyce à <em>Balada do Mar Salgado</em> de Hugo Pratt, das cogitações de São Tomás de Aquino sobre a alma dos fetos às raparigas de formas generosas que adornam as televisões do Sr. Berlusconi. Alguns textos perdem pertinência e inteligibilidade quando retirados do contexto em que foram apresentados – é o caso de “Delícias Fermentadas” ou “O Grupo 63, 40 Anos Depois” – mas a lucidez e engenho de cada um dos restantes seria, por si, só razão para adquirir toda a colecção.</p>
<p>“Construir o Inimigo”, o ensaio que dá título à antologia, é uma brilhante súmula de, como ao longo da história, cada povo ou raça foi concebendo o Outro. Outro texto de grande pertinência e actualidade é “Absoluto e Relativo”, que distingue os vários tipos de relativismo que o debate público confunde (ou faz por confundir).</p>
<p>A ironia de Eco assoma em “Andar em busca de tesouros”, que retoma um tópico já abordado em <em>O Nome da Rosa</em>: a proliferação de relíquias sagradas pelas igrejas e mosteiros da Europa. Veja-se o caso do prepúcio de Jesus, cuja posse é reclamada, simultaneamente, por Roma, Santiago de Compostela, Chartres, Besançon, Metz, Hildesheim, Charroux, Conques, Langres, Antuérpia, Fécamp, Puy-en-Velay, Auvergne e Calcata, embora esta última tenha perdido essa pretensão desde 1970, quando o pároco comunicou o seu furto. Já os cueiros do Menino Jesus são reclamados apenas por Aquisgrana (Aachen), o que se compreende pois nos tempos bíblicos a fralda descartável ainda não tinha sido inventada – um Jesus do século XXI deixaria um rasto capaz de satisfazer todos os santuários. Constantinopla (hoje Istambul) pôde orgulhar-se de uma extraordinária concentração de relíquias, mas a IV Cruzada levou à dispersão da maior parte, incluindo “uma porção de esterco do burro em cima do qual Jesus entrou em Jerusalém” (se o prezado leitor tiver notícia do seu paradeiro queira alertar as autoridades eclesiásticas).</p>
<p>A antologia encerra com umas “Reflexões sobre o Wikileaks” bem mais penetrantes e iluminadoras do que a maior parte do que se tem escrito sobre o assunto: “Todo o dossier construído pelos serviços secretos [...] é feito exclusivamente de material já de domínio público. [...] Preguiçoso o informador e preguiçoso, ou de mente estreita, o dirigente dos serviços secretos, que julga verdadeiro apenas aquilo que reconhece”.</p>
<p><strong>Jesse Bering</strong></p>
<p><strong>O Instinto de Acreditar, Temas &amp; Debates, 2011, 284 pg. (****)</strong></p>
<p><img title="O Instinto de Acreditar" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/11/capa_instintodeacreditar-182x300.jpg" alt="O Instinto de Acreditar" width="182" height="300" /></p>
<p>No debate sobre Deus que anima o meio intelectual anglo-saxónico (por cá o debate anda mais em torno de Jesus e da sua capacidade em levar o Benfica a campeão) é desconcertante que este livro tenha sido recebido pelo sector religioso com bonomia. Bering não é tão agressivo como Richard Dawkins e Christopher Hitchens, mas não é menos assertivo.</p>
<p>Bering introduz a coscuvilhice como explicação do apetite por criar deuses: a conjugação de duas características únicas da espécie humana – a capacidade de imaginar e prever o pensamento e comportamento dos nossos pares (a “teoria da mente”) e a linguagem (que nos permite relatar os comportamentos dos nossos pares) – fez do mexerico um eficaz “dispositivo de policiamento” da sociedade.</p>
<p>Mais eficaz ainda é imaginar que existe um deus que nos observa mesmo quando os nossos pares estão distraídos. “A atracção inebriante das crenças no destino, de ver sinais numa série infinita de acontecimentos naturais inesperados, a ilusão inabalável da imortalidade psicológica, e a assumpção implícita de que os infortúnios estão ligados a um qualquer plano divino [...], tudo isso amadureceu no cérebro humano, [levando] os nossos antepassados a sentir-se e a comportar-se como se as suas acções estivessem a ser observadas, etiquetadas e julgadas por uma audiência sobrenatural”. Ao refrear o comportamento egocêntrico e impulsivo, “a ilusão cognitiva de um Deus omnipresente e atento foi útil para os nossos genes, e isso é razão suficiente para que a natureza mantivesse a ilusão bem viva no cérebro humano”.</p>
<p><strong>&#8211; José Carlos Fernandes &#8211;</strong></p>
<p><span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;">❖ Críticas publicadas na </span><em style="font-size: 11px;">Time Out: Lisboa</em><span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;"> a 19 e a 26 de Outubro de 2011, respectivamente. Agradeço ao autor a autorização para as publicar também no </span><em style="font-size: 11px;">Diário Ateísta</em><span class="Apple-style-span" style="font-size: 11px;">.</span></p>
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		<title>A melhor publicidade vem de borla&#8230;</title>
		<link>http://www.ateismo.net/2011/10/26/a-melhor-publicidade-vem-de-borla/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 14:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[ICAR]]></category>
		<category><![CDATA[igreja]]></category>
		<category><![CDATA[José Rodrigues dos Santos]]></category>
		<category><![CDATA[romance]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;basta provocar a ira das sotainas. Foi o que fez José Rodrigues dos Santos com o seu novo romance, intitulado O Último Segredo. Como não li o livro (nem tenciono ler), transcrevo, sem mais comentários, a resposta dada pelo jornalista/escritor à nota publicada pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura: &#160; «O Secretariado da Pastoral de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;<a title="Livro «O último segredo» é «imitação requentada»" href="http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=87830" target="_blank">basta provocar a ira das sotainas</a>. Foi o que fez José Rodrigues dos Santos com o seu novo romance, intitulado <em><a title="O Último Segredo, Gradiva, 2011" href="http://www.gradiva.pt/?q=C/BOOKSSHOW/6780" target="_blank">O Último Segredo</a></em>.</p>
<p>Como não li o livro (nem tenciono ler), transcrevo, sem mais comentários, a resposta dada pelo jornalista/escritor <a title="Uma imitação requentada: Nota sobre o romance &quot;O último segredo&quot;, de José Rodrigues dos Santos" href="http://www.snpcultura.org/uma_imitacao_requentada_nota_sobre_o_ultimo_segredo_jose_rodrigues_santos.html" target="_blank">à nota publicada pelo Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura</a>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>«O Secretariado da Pastoral de Cultura da Igreja emitiu um comunicado a criticar em termos violentos o meu romance O Último Segredo. O mais interessante nessa crítica da Igreja é que não é negada uma única das afirmações sobre Jesus e a Bíblia que eu faço nesse romance. Em vez de negar a substância do livro, a Pastoral de Cultura prefere concentrar-se em questões laterais. Fá-lo, claro, porque não pode negar o essencial da obra.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-15301" style="border-style: initial; border-color: initial;" title="José Rodrigues dos Santos" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/10/jrs.jpg" alt="José Rodrigues dos Santos" width="150" height="199" /><strong>Vejamos as questões laterais que são levantadas:</strong></p>
<p>Diz o Secretariado da Pastoral de Cultura que &#8220;<strong>José Rodrigues dos Santos propõe-se, com grande estrondo, arrombar uma porta que há muito está aberta.</strong>&#8221; Esta afirmação é interessante, porque se trata de um reconhecimento implícito de que as afirmações que constam no livro são verdadeiras. De facto, no livro nada é dito de novo &#8211; para o mundo académico, claro. Porque a verdade é que o cidadão comum nunca ouviu ninguém dizer que Cristo não era cristão, que há indícios no Novo Testamento que questionam seriamente a virgindade de Maria e que existem textos fraudulentos na Bíblia. Os académicos sabem disto, a Igreja também. O público é que não. De facto não arrombei nenhuma porta. Limitei-me a trazer esta informação para o grande público.</p>
<p>Diz o Secretariado da Pastoral de Cultura que &#8220;<strong>A quantidade de incorrecções produzidas em apenas três linhas, que o autor dedica a falar da tradução que usa, são esclarecedoras quanto à indigência do seu estado de arte.</strong>&#8221;</p>
<p><span id="more-15295"></span></p>
<p>Importa esclarecer que isto não é uma afirmação sobre o conteúdo do livro, que é verdadeiro, mas sobre uma gralha numa mera nota bibliográfica. Escrevi nas referências bibliográficas que &#8220;recorri à Bíblia Sagrada, edição lançada pela Verbo em 1976 e reimpressa em 1982 para comemorar a visita do Papa João Paulo II a Portugal nesse ano&#8221;, mas um erro na revisão eliminou a expressão &#8220;e reimpressa em 1982&#8243;, fazendo com que a referência ficasse absurda &#8211; João Paulo II não podia ter visitado Portugal em 1976 porque nem sequer era papa nessa altura. Como a Igreja não encontrou mais nenhum erro em todo o livro, agarrou-se pelos vistos a esta gralha na bibliografia para tentar desacreditar todo o texto. Esta tentativa mostra que realmente não tem muito por onde pegar no essencial da obra.</p>
<p>Diz o Secretariado da Pastoral de Cultura que &#8220;<strong>Confunde datas e factos, promete o que não tem, fala do que não sabe.</strong>&#8221; A não ser a gralha referente à nota bibliográfica, que datas e factos são confundidos? Nada é apontado. O que prometi que não tinha? Nada é dito. Do que falei exactamente que não sabia? Nada se clarifica.</p>
<p>Diz o Secretariado da Pastoral de Cultura que &#8220;<strong>Rodrigues dos Santos faz de Bart D. Ehrman o seu teleponto</strong>&#8220;. Não é difícil descobrir que li Bart Ehrman porque cito vários livros dele na Nota Final do romance. Se o cito é porque o li &#8211; isso é uma verdade de La Palisse. Mas li também E. P. Sanders, Bruce Metzger, Robert Wright, Burton Mack, Anthony Buzzard, Amy-Jill Levine, John Dominic Crossan, Craig Blomberg, Ed Komoszewski, James Sawyer, Daniel Wallace, Craig Evans, Timothy Paul Jones e traduções para inglês dos grandes clássicos alemães de análise bíblica, como Albert Schweitzer, Hans von Campemhausen e Walter Bauer. Teria sido útil que a nota do Secretariado da Pastoral de Cultura tivesse também citado estas minhas fontes. Mas como o objectivo era pelos vistos tentar descredibilizar a obra, optou pelo silêncio.</p>
<p><strong>Agora que lidei com as questões laterais, vamos ao essencial.</strong></p>
<p>A Igreja nega ou não nega que Jesus era judeu &#8211; e, consequentemente, que Cristo não era cristão? A Igreja nega ou não nega que há fortes indícios na Bíblia de que Maria não era virgem? A Igreja nega ou não nega que existem textos fraudulentos no Novo Testamento? A Igreja nega ou não nega que nenhum dos autores do Novo Testamento conheceu pessoalmente o Jesus de carne e osso?</p>
<p>Estas é que são as questões que preocupam os fiéis que lerem o meu romance. Ou acham mesmo que a preocupação central dos fiéis é uma gralha numa referência bibliográfica?</p>
<p>Na verdade não percebo bem esta reacção da Igreja. A Igreja está com medo de quê? Que os seus fiéis descubram a verdade sobre Jesus e a Bíblia? Mas faz algum sentido imaginar uma fé que se baseie em mitos e em falsidades? A verdadeira fé só se pode basear na verdade e a Igreja não deve temer a verdade. O Último Segredo abriu uma janela de oportunidade para se explicar a verdade aos crentes. Tenho leitores que me escreveram a dizer: &#8220;Li o seu romance, aprendi muita coisa sobre a minha religião mas não mudei a minha fé&#8221;. Seria inteligente a Igreja se confiasse na inteligência dos seus fiéis.»</p></blockquote>
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		<title>De volta à mesma acusação de sempre</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 11:13:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[Judeus]]></category>
		<category><![CDATA[Richard Williamson]]></category>

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		<description><![CDATA[“]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“<em><a href="http://www.guardian.co.uk/world/2011/oct/20/bishop-blog-jews-vatican" title=""Bishop's blog raises tensions between Jews and the Vatican"" target="_blank">Richard Williamson, who has previously denied the existence of gas chambers and the murder of 6 million Jews during the Holocaust, accused the Jews of killing Jesus, a charge that divided the two faiths for centuries until Pope Benedict XVI declared this year that Jews could not be held responsible for Jesus&#8217;s death.</a></em>”</p>
<p>Mas ainda há quem dê importância a lunáticos destes?</p>
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		</item>
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		<title>O conselho do pastor</title>
		<link>http://www.ateismo.net/2011/10/19/o-conselho-do-pastor/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 11:56:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Seitas]]></category>
		<category><![CDATA[conselho]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[Pastor Silas]]></category>

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		<description><![CDATA[Só por mera curiosidade, alguém no Brasil me pode dizer se já conhecia este conselho pertinaz? E o pastor em causa, será este? É que, a avaliar pela amostra, não me admiraria nada&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/10/Pastor_Silas-550x514.jpg" alt="Conselho do Pastor" title="Conselho do Pastor" width="550" height="514" class="aligncenter size-large wp-image-15218" /></div>
<p></br><br />
Só por mera curiosidade, alguém no Brasil me pode dizer se já conhecia este conselho pertinaz? E o pastor em causa, <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Silas_Malafaia" title="Pastor Silas Malafaia" target="_blank">será este</a></strong>? É que, a avaliar pela amostra, não me admiraria nada&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cristianismo</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Oct 2011 13:56:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><img class="aligncenter size-full wp-image-15167" title="Cosmic Jewish Zombie" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/10/cosmic_jewish_zombie.jpg" alt="Cosmic Jewish Zombie" width="300" height="300" /> <br /></br> <img src='http://www.ateismo.net/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </div>
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		<title>O bug de Steve Jobs&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 23:28:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Medicina]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
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		<description><![CDATA[&#8230;chamava-se Budismo temperado com pitadas de balelas new-age. Na opinião de Ramzi Amri, cirurgião oncológico da Harvard Medical School, que tem estudado formas do cancro que afectou o ex-patrão da Apple, a recusa em receber tratamentos pela medicina cientificamente comprovada poderá ter sido a causa da sua morte prematura, como explica o cientista no Quora. Devo alertar primeiro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;chamava-se Budismo temperado com pitadas de balelas <em>new-age</em>. Na opinião de Ramzi Amri, cirurgião oncológico da <em>Harvard Medical School</em>, que tem estudado formas do cancro que afectou o ex-patrão da Apple, a recusa em receber tratamentos pela medicina cientificamente comprovada poderá ter sido a causa da sua morte prematura, como explica o cientista <a href="http://www.quora.com/Steve-Jobs/Why-did-Steve-Jobs-choose-not-to-effectively-treat-his-cancer" title="Why did Steve Jobs choose not to effectively treat his cancer?" target="_blank">no <em>Quora</a></em>.</p>
<p>Devo alertar primeiro que este não é um artigo contra Jobs, mas uma breve reflexão sobre o que parecem ter sido as suas opções de tratamento. Aqui não é o lugar para discutir a importância de Jobs neste início de século, nem se os Mac são melhores do que os PC, ou se o Android é superior ao iOS; até porque, embora adore computadores, considero que ainda estamos na infância da informática e continuo a achar que são todos um grande monte de esterco adorável, sem excepção: nem uma mísera cópia-de-segurança do nosso cérebro podemos fazer ainda, por exemplo! Como bosta magnífica que são, não tomo partido por nenhum, o debate é infrutífero. E longe de mim cometer o erro de atacar imediatamente quem adora os produtos Apple ao ponto de ficar dias numa fila, pois estas questões são exactamente como a religião: cada um segue o culto que quer (ou não segue nenhum) e ninguém tem nada a ver com isso&#8230; Sim, pronto, foi uma tentativa de piada. Nunca desistir do sentido de humor. Adiante.</p>
<p>A questão aqui é tentar perceber como é que um homem com a formação de Jobs preferiu confiar nas «<em>medicinas</em>» alternativas em detrimento da Medicina. E é muito difícil encontrar uma resposta quando falamos de um homem que profere um discurso como este <small>[<a title="Steve Jobs - Discurso Stanford" href="http://youtu.be/66f2yP7ehDs" target="_blank">vídeo com legendas em Português</a>]</small> e não nos concentrarmos na sua espiritualidade e na época em que a adquiriu — viagem à Índia incluída. É que, ainda por cima, e de acordo com Ramzi Amri, o cancro que afectou Jobs nem era particularmente mortal, nem tampouco era o demolidor cancro pancreático que os meios-de-comunicação social (sempre rigorosos nestas coisas) divulgaram exaustivamente, mas uma forma de carcinoma que, apesar de ter tido origem no pâncreas, faz parte de um grupo restrito de tumores neuro-endocrinais que têm um prognóstico de tratamento bastante favorável, bastando para isso removê-los. Sim, simplesmente, sem beber urina diluída milhentas vezes em água, ou engolir uma pastilha de Gingko-biloba concentrado com ameixa de Elvas. Leva-nos até a questionar se teria sido o mesmo Jobs que disse, naquele discurso: «<em>Don&#8217;t be trapped by dogma — which is living with the results of other people&#8217;s thinking</em>». Recordámo-nos de súbito que sim, pois uns minutos antes tinha dito que caminhava 11 quilómetros para ir comer ao templo de Krishna, aos domingos&#8230; Ele afirma também, nessa mesma comunicação, que tinha sido submetido a cirurgia e havia retirado o tumor. Pois, mas passados anos a tentar mezinhas e apenas em último recurso, quando já era tarde demais, levando-o, até, a ter que remover o fígado e ao célebre transplante que se seguiu.</p>
<p>Claro que, para ele, que passou pela doce juventude nos anos 70 e, por essa razão, tal como tantos outros homens e mulheres na sua faixa etária no mundo ocidental, não lhe foi fácil pôr de lado as idiotices orientais que <a title="Steve Jobs - Long Bio" href="http://allaboutstevejobs.com/bio/long/01.html" target="_blank">os ácidos ajudavam a cimentar nas sinapses</a>. Mas, claramente (e ressalvando o facto de que Ramzi Amri fala sempre do ponto de vista hipotético), isto é o que pode acontecer quando se deixa passar a Ciência para segundo plano e o «veneno» da irracionalidade, como lhe chamou Hitchens, continua a corroer por dentro, mesmo em mentes brilhantes.</p>
<div align="center"><div id="attachment_15134" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px"><img class="size-full wp-image-15134 " title="Steve Jobs nos anos 70" src="http://www.ateismo.net/wp-content/uploads/2011/10/stevejobs70.jpg" alt="Steve Jobs nos anos 70" width="320" height="240" /><p class="wp-caption-text">Steve Jobs nos anos 70</p></div></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Steve Jobs, infelizmente, não era nenhum cientista. Ele geria, na sua forma peculiar, a criação de objectos tecnológicos e, como grande gestor que era e com a sua visão ousada e conhecimento único do seu cliente-alvo, tornou a Apple numa das empresas mais poderosas do mundo, o que já não foi pouco e é louvável a todos os níveis. Da Ciência, lamentavelmente, ele só mantinha a confiança nos componentes que lhe serviam para fabricar os seus produtos, pois para o que realmente importava, preferiu ignorá-la.</p>
<p>Para quem enaltece o Budismo e as paranóias <em>new-age</em> quando em comparação com outros cultos, este caso devia dar que pensar. Conheço até ateus que nutrem simpatia pela religião do obeso e pachorrento filósofo oriental. Amigos, tenho uma novidade para vocês: a religião é religião, é religião, é religião, é religião, e sempre esteve podre tanto a ocidente como a oriente, por toda a face do orbe terrestre.</p>
<p>Há uma frase que Jobs proferiu em Stanford que, apesar de completamente retirada do contexto, resume tudo: «<em>It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it.</em>»</p>
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		<title>Se fosse hoje, Terry Jones não se atreveria&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 00:55:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raul Pereira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte e cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Life of Brian]]></category>
		<category><![CDATA[Monty Python]]></category>
		<category><![CDATA[Terry Jones]]></category>

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		<description><![CDATA[Terry Jones, um dos membros do grupo Monty Python, criadores do belíssimo filme Life of Brian, de 1979, afirmou ontem ao The Guardian que, se fosse hoje, não realizaria o filme, devido ao ressurgimento do fenómeno religioso: «Ao tempo, a religião parecia posta de lado e era como se estivéssemos a pontapear um burro morto. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Terry Jones, um dos membros do grupo <em>Monty Python</em>, criadores do belíssimo filme <em>Life of Brian</em>, de 1979, afirmou ontem ao <em>The Guardian</em> que, <a href="http://www.guardian.co.uk/film/2011/oct/10/life-of-brian-terry-jones" title="Life of Brian would be risky now, says Terry Jones" target="_blank">se fosse hoje, não realizaria o filme</a>, devido ao ressurgimento do fenómeno religioso: «Ao tempo, a religião parecia posta de lado e era como se estivéssemos a pontapear um burro morto. Agora voltou para se vingar, e nós pensaríamos duas vezes antes de o fazer.»</p>
<p>Quem ainda não viu o filme, deve vê-lo. Mais informações no <a href="http://www.imdb.com/title/tt0079470/" title="Life of Brian" target="_blank">IMDB</a>.</p>
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