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«Matareis os vossos animais com crueldade e mutilareis as vossas crianças»

29 de Junho de 2011  |  Escrito por Ricardo Alves  |  Publicado em Laicidade  |  90 Comentários

Não me indigna nem me entusiasma a proibição do abate ritual de animais (kosher ou halal). Se concordo que não anestesiar um animal antes de o matar é uma crueldade desnecessária (ainda pior quando se reza aos ouvidos do pobre bicho enquanto se lhe corta o gasganete), parece-me um exagero sentimentalista a ideia de que os animais de outra espécie que não a nossa têm direitos inalienáveis. Todavia, por princípio não aceito que um grupo de indivíduos se reclame o direito de fazer qualquer coisa que me é proibida por lei só porque seguem uma religião, seja ela qual for. Portanto, estou a favor. Porque, embora resolutamente antropocêntrico, não entendo por que a religião ou a tradição hão-de ser fonte de direitos, como pretende certo reaccionarismo pós-modernista.
E mais: como temem alguns judeus, ficaria realmente entusiasmado se se proibisse a circuncisão,  sem motivo médico, de menores de idade. A integridade dos órgãos sexuais das crianças parece-me mais importante do que qualquer fantasma de «anti-semitismo» ou «islamofobia» que se queira invocar. Apedrejai-me, clericais.
[Esquerda Republicana/Diário Ateísta]
 
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  • Alfredodinis Facfil

    Caro Ricardo,

         Pode informar-me de que texto retirou a citação que está no título deste post?
         Obrigado.

                        Alfredo Dinis

  • Ricardo Alves

    Que raio de pergunta. É claro que a inventei. ;)

  • Alfredodinis Facfil

    Caro Ricardo,

         Obrigado pelo esclarecimento. Penso que será útil aos leitores saberem distinguir naquilo que publica o que é inventado e o que não é. Proposições apresentadas estre aspas são habitualmente interpretadas como citações de alguém que as afirmou e que não é o autor que as cita.

         Cordiais saudações,

                                                Alfredo Dinis

  • Ricardo Alves

    Caro Alfredo,
    estava consciente do risco, mas pareceu-me óbvio que os leitores saberiam que a «citação» é literalmente falsa. Mas, como se prova no texto, é verdadeira no sentido em que ambas as práticas existem e são consideradas preceitos religiosos dogmáticos e imprescriptíveis por judeus e muçulmanos…

    Saudações cordiais, Ricardo Alves

  • Abcz

    É uma “citação” muito ao estilo do deus do velho testamento. Vá caro Alfredo Dinis, admita que foi ao Google pesquisar a citação para confirmar se era inventada ou não ;) De facto, deixa dúvidas…

  • Anónimo

    “parece-me um exagero sentimentalista a ideia de que os animais de outra espécie que não a nossa têm direitos inalienáveis.”

    Ricardo Alves

    Este putativo ” progre” ainda não conhece a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, nomeadamente os seus artigos 9º. 11 e 14º,2, e , mais uma vez, veio estatelar-se ao comprido:

    http://www.centrovegetariano.org/Article-98-Declara%25E7%25E3o%2BUniversal%2Bdos%2BDireitos%2Bdos%2BAnimais.html

  • Ricardo Alves

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2008/11/palavra-de-animal.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2007/05/o-touro-sagrado-ou-vaca.html
    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2007/05/grandes-touradas.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/10/os-activistas-dos-direitos-dos-animais.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2010/09/o-partido-dos-animais-nao-humanos.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2008/11/palavra-de-animal.html

    http://ventosueste.blogspot.com/2008/10/os-animais-tm-direitos.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2008/07/terroristas-pelos-animais.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2007/05/o-humanismo-aplica-se-aos-bois.html

    http://esquerda-republicana.blogspot.com/2007/05/reconhecer-direitos-sem-reciprocidade-n.html

  • Anónimo

    “parece-me um exagero sentimentalista a ideia de que os animais de outra espécie que não a nossa têm direitos inalienáveis.” é, pelo menos, uma frase que não abona nada a favor de uma  formação ideológico-política verdadeiramente progressista.

    A mim indigna-me que se abata animais de forma cruel.

    Se é em qualquer tipo de ritualística, seja ela do kosher ou satânica, ainda mais revoltado fico.

    Não é necessário sermos budistas para respeitarmos todas os seres.Basta que impregnemos nas nossas almas a frase profundamente interpelante de Milan Kundera:

     «A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com
    toda a pureza, com toda a liberdade, em relação aqueles que não
    representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade – o
    mais radical, num nível tão profundo que escapa ao nosso olhar – são as
    relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se
    produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem
    todas as outras »

  • Ricardo Alves

    Não entendo por que razão me deveria adequar à sua imagem de «verdadeiro progressista».

  • Anónimo

    Nem eu entendo que alguém que seja um verdadeiro progressista, para censurar o reaccionarismo dos adeptos do Kosher, incorra num tão grosseiro erro de palmatória de sustentar a frase que lhe censurei.

    Será apenas que a si só perturbam as questões estéticas e não éticas, como quando aqui afirmou esta ” pérola” ?:

    “Celebrar a queima de igrejas parece-me de mau gosto
    e não participaria nisso”

    O resto do que você diz também é tudo falso progressismo ?…

  • OY

    Concordo.

    Os animais têm direitos.  

    Não é ser sentimentalista, é cumprir a lei.

    E a lei tem tendência a gradualmente tornar-se mais restritiva nesse sentido.

    E ainda bem.

  • Ricardo Alves

    Impertinente(/antoniofernando?),
    vejo que se auto-atribuiu o papel de troll desta caixa de comentários. Todavia, aprecio que procure contradições no que defendo e digo, embora dispense que me cole ao seu estereótipo de «progressista».

    Não defendo a queima de igrejas. Também não defendo que se celebre a sua queima.

    E não defendo que os animais não humanos sejam iguais em direitos e deveres aos animais humanos. Já me expliquei longamente a esse respeito, como pode ler nos linques que indiquei.

    Qual é a sua opinião sobre a circuncisão, já agora?

  • Ricardo Alves

    E as crianças, filhas de judeus ou muçulmanos, também têm direitos?

  • OY

    Para além de acreditar que os animais têm direitos, mesmo que não acredite arrisco-me a ser preso ser preso se não os respeitar, porque, graças a deus ou ao acaso evolutivo, as leis estão a começar, embora timidamente, a exigir esse respeito.

    Trata-se de uma questão de moralidade básica.

    Entretanto, a questão da circuncisão não se coloca.  Sempre foi praticada por motivos médicos e a própria OMS reconhece que confere uma certa proteção contra as doenças venéreas.

    A única coisa censurável será a operação sem condições decentes de higiene e anestesia em certas comunidades mais atrasadas.  A circuncisão em si nada tem de negativo.

  • OY

    O Programa de Combate a AIDS da Organização das Nações Unidas (ONU) defende, de forma controversa, que a circuncisão reduz o risco de contágio do HIV, no caso de cópula vaginal, mas também afirma que o uso do preservativo é indispensável.[5][6]

  • OY

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Circuncisão

  • OY

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Circuncisão

  • OY

    Bem, a porra do sistema não passa o link.

    Mas vejam na wikki

  • OY

    Se ficarem mais protegisdas contra as DST os seus direitos foram perfeitamente assegurados pelos pais que os mandaram circuncidar.

  • OY

    Se ficarem mais protegisdas contra as DST os seus direitos foram perfeitamente assegurados pelos pais que os mandaram circuncidar.

  • OY

    “E não defendo que os animais não humanos sejam iguais em direitos e deveres aos animais humanos. Já me expliquei longamente a esse respeito, como pode ler nos linques que indiquei.”
    Mas eu defendo.

    Gosto mais de certos animais do que da maior parte dos humanos que conheço.  Nomeadamente de muitos que tive o azar de conhecer neste blog.

  • Ricardo Alves

    Gostar é uma coisa, conferir direitos é outra.

  • Ricardo Alves

    E se esperarem pela idade adulta para decidirem se se circuncisam ou não?

  • Ricardo Alves

    Sabe bem que não é por razões médicas que os judeus e muçulmanos circuncisam os filhos. E, ao contrário do que afirma, não há consenso médico sobre esse assunto. Porque não poderão as crianças preservar a integridade dos seus órgãos sexuais até aos, digamos, dezasseis anos?

  • Ricardo Alves

    Em sentido contrário, considere estes:

    http://www.cirp.org/library/sex_function/
    http://www.springerlink.com/content/xw1163v97l271314/

  • OY

    Não é por razões médicas.  Mas se resultar o efeito é o mesmo.

    Quanto à falta de consenso, isso significa que muitos médicos a defendem.  Logo, se existe dúvida é porque no geral pode ser positivo.  Claro que pode correr mal, mas até uma constipação, ou inscrever o filho na piscina pode correr mal (pneumonia, afogamento).  Se é praticada por centenas de milhões de pessoas sem que haja grandes queixas, não parece um grande drama.  

  • OY

    Porque não ?

    Apenas digo que pode não ser um grande drama.  

    Concretamente, tive um familiar circuncidado em criança e não era judeu mas um óptimo católico, daqueles que ia à missa TODOS os domingos.  Para além  disso papava as cabo verdeanas todas, era a sua grande especialidade.  Ora, ipso facto, não seria impotente, nem sexualmente desinteressado como pintam os critícos, até porque além disso teve três filhos e também nunca apanhou nenhuma doença venérea, pelo que a coisa não parece tão negra como a pintam.

    Mas estejam descansados, eu, se tivesse um filho, não o faria.  Apenas digo que não deve ser um drama.

  • OY

    Se eu gosto de animais naturalmente que acho que têm o direito de não serem torturados nem mortos por motivos espúrios.

    Para mim um serial killer tem muito menos direitos do que o cão do meu vizinho.

    Eu explico, gostava de contribuir para a morte de um serial killer, mas era incapaz de fazer mal ao cão do meu vizinho.  O primeiro caso seria um dever moral abater o animal, no segundo caso seria um dever moral respeitar o animal.

    Essa de que só os humanos têm direitos, por mais fedorentos que sejam serão uns senhores da criação, veio-lhes do preconseito religioso que diz que toda a “criação” foi cá posta para que a merda do “homem” faça o que quiser aos animais.  Ora, por falar em criação, respeito mais muitas galinhas do que certos elementos que frequentam este blog.

  • Anónimo

    “vejo que se auto-atribuiu o papel de troll desta caixa de comentários”

    Você por aí não chega a lado nenhum. Eu comento as vezes que entendo e ninguém tem nada a ver com isso. Se o Luís, usando os seus nicks ” Jesus Cristo” ou ” Kavkaz” aqui pode encher as caixas de comentários, quantas vezes lhe apetece, insultando sistematicamente os crentes de ” imbecis” e ” idiotas”, porque é que, nessas alturas, você não se empertiga contra esse “troll” ?

    Quando o ” Jesus Cristo” afirma, abrangentemente, que a católica esposa do seu confrade José Moreira não é macaca mas é estúpida, o que é que você faz ? Engole em seco ?

    Quanto à circuncisão, a minha opinião é esta:

    Praticada a maiores de 18 anos, se estes a desejarem e pedirem.

  • besta

    Claro que os animais, não humanos, também têm direitos e há leis que os protegem. Mas, não têm deveres e, os direitos são iguais aos dos humanos.

    Se os animais não humanos tivessem os mesmos direitos dos humanos, em nenhum país civilizado seria permitido matar e comer esses animais; além de muitos outros direitos que só são conferidos aos humanos.
    Certo?
    Então porque razão se contesta uma frase, que está de acordo com esses preceitos, a não ser para provocar o seu autor e  sabotar o são convívio entre os comentadores que comungam os mesmos ideais dos administradores do diário ateísta?

    Os provocadores de serviço, há muito identificados, mesmo comentando com vários nicks, para parecer que são muitos, são, eles sim autênticas bestas, papa-hóstias profissionais, tartufos ordinários, inconformados por haver quem viva liberto das patetices que lhe impingiram, desde crianças, e que até hoje não conseguiram libertar-se.

    Faziam melhor se fossem à  m…a.
    (Não! não é o que estão a pensar!.
    Os 3 pontinhos não são erd; são: iss)

  • besta

    Claro que os animais, não humanos, também têm direitos e há leis que os protegem. Mas, não têm deveres e, os direitos são iguais aos dos humanos.

    Se os animais não humanos tivessem os mesmos direitos dos humanos, em nenhum país civilizado seria permitido matar e comer esses animais; além de muitos outros direitos que só são conferidos aos humanos.
    Certo?
    Então porque razão se contesta uma frase, que está de acordo com esses preceitos, a não ser para provocar o seu autor e  sabotar o são convívio entre os comentadores que comungam os mesmos ideais dos administradores do diário ateísta?

    Os provocadores de serviço, há muito identificados, mesmo comentando com vários nicks, para parecer que são muitos, são, eles sim autênticas bestas, papa-hóstias profissionais, tartufos ordinários, inconformados por haver quem viva liberto das patetices que lhe impingiram, desde crianças, e que até hoje não conseguiram libertar-se.

    Faziam melhor se fossem à  m…a.
    (Não! não é o que estão a pensar!.
    Os 3 pontinhos não são erd; são: iss)

  • besta

    Os provocadores de serviço, há muito identificados, mesmo comentando com vários nicks, para parecer que são muitos, são, eles sim autênticas bestas, papa-hóstias profissionais, tartufos ordinários, inconformados por haver quem viva liberto das patetices que lhe impingiram, desde crianças, e que até hoje não conseguiram libertar-se.

    Faziam melhor se fossem à  m…a!?.
    (Não! não é o que estão a pensar!.
    Os 3 pontinhos não são erd; são: iss)

  • besta

    Corrijo: o ? foi acidental.
    “Faziam melhor se fossem à  m…a!”.

  • besta

    Vê o vídeo e depois comenta:
    http://embusteiros.blogspot.com/2008/02/exciso-genital-feminina.html

  • besta

    Desculpa:
    A resposta era para OY.

  • besta

    Vê o vídeo e depois comenta:
    http://embusteiros.blogspot.com/2008/02/exciso-genital-feminina.html

  • OY

    Penso que este post está voltado para a circuncisão masculina e não para a excisão feminina, que são coisas completamente diferentes.  Todos os meus comentários se dirigiam claramente para o primeiro caso, pelo que não pode haver dúvidas.   

    E mesmo assim chamei a atenção para o aspecto negativo de a prática da circuncisão em comunidades primitivas, que pode ser feita sem anestesia e condições de higiene indicadas.

    Assim sendo, o teu vídeo não tem nada a dizer com o que eu estava a dizer, porque a excisão feminina é, por princípio, uma mutilação criminosa.  O que nem sempre é o caso com a circuncisão.   Se estamos a falar de coisas diferentes não misturemos coisas que não tém nada a ver.

  • OY

    Penso que este post está voltado para a circuncisão masculina e não para a excisão feminina, que são coisas completamente diferentes.  Todos os meus comentários se dirigiam claramente para o primeiro caso, pelo que não pode haver dúvidas.   

    E mesmo assim chamei a atenção para o aspecto negativo de a prática da circuncisão em comunidades primitivas, que pode ser feita sem anestesia e condições de higiene indicadas.

    Assim sendo, o teu vídeo não tem nada a dizer com o que eu estava a dizer, porque a excisão feminina é, por princípio, uma mutilação criminosa.  O que nem sempre é o caso com a circuncisão.   Se estamos a falar de coisas diferentes não misturemos coisas que não tém nada a ver.

  • OY

    Claro que não têm os mesmos direitos que os humanos.

    Uma galinha não tem direito de voto, por exemplo.  Mas não tenho a mínima dúvida que, se votasse (ao calhas claro) era capaz de votar melhor do que muita gente que vota exactamente da mesma maneira ou pelas razões mais estúpidas possíveis.  Com isto quero dizer apenas que somos todos animais.  E não respeito mais um animal de duas patas, se ele não MERECER esse respeito e não por direito divino.

    E é certo que se podem matar animais para comer, o que não quer dizer que isso esteja certo.  Não sendo eu vegetariano por vocação, acho que, gradualmente, se devia acabar com essa barbaridade.  Precisamente por razões éticas. Um animal só de devia matar em caso de extrema necessidade, e sabemos hoje que já há muitas alternativas alimentares ao abate de animais.

    Quanto ao assunto em questão, concretamente, o autor disse que não o indigna que se mate um animal, mesmo com sofrimento desnecessário, porque não é um sentimentalista.

    Ora, precisamente, neste assunto, a única coisa que me indigna é que se mate um animal com sofrimento desnecessário e não a circuncisão que, se for feita nas devidas condições de higiene e anestesia, não apresenta problema algum.

  • OY

    “Os provocadores de serviço, há muito identificados, mesmo comentando com vários nicks, para parecer que são muitos, são, eles sim autênticas bestas, papa-hóstias profissionais, tartufos ordinários, inconformados por haver quem viva liberto das patetices que lhe impingiram, desde crianças, e que até hoje não conseguiram libertar-se.”
    Um pormenor.  

    É verdade que comento com muitos nicks.  Mas isso não se deve ao facto de eu ser um dos provocadores profissionais, tipo antonino, mas, pelo contrário pelo facto de o antonino me ter elegido como alvo principal de clonagem.   O rapaz fica nervoso quando se lhe acabam os argumentos e então recorre ao jogo sujo para “santamente” eliminar a oposição.   

    Se estivesse no governo provavelmente eliminava a oposição mandando-a matar, como os seus antepassados cristãos fizeram  milhões de vezes.  Como é um zé ninguém, tenta eliminar as conversas incómodas calando as pessoas da maneira que vai podendo, não se preocupando com questões éticas que isso as igrejas puseram de parte logo no início.   

    Ou seja, criou uma confusão em que ninguém se entendia, fazendo-se passar por mim e impedindo  o fio ás conversas até eu me afastar daqui.  Entretanto voltei, mas não posso usar sempre o mesmo nick, porque isso vai atrair os ataques de tão estrondoso exemplo de ética cristã.  

    Assim, estou sempre a mudar de nick, não podendo manter conversas prolongadas, mas também não dando azo a que aquele elevado exemplo de moral cristã possa enganar os outros interlocutores faendo-se passar por mim.

    É apenas isso.  Não sou cristão, mas agnóstico e tanto critico como apoio tanto crentes como ateus, consoante considerar que tenham razão e não pelas cores das camisolas.  Se estou agora a criticar um ateu é apenas por achar que tenho razões para isso e não para sabotar nada.  Antes pelo contrário, ao contrário dos cristãos de serviço, que. se pudessem calavam toda a gente que não concorde com eles, eu acho que deve haver confronto aberto das ideias mais extremas.  É a única maneira de chegar à verdade.

  • Kavkaz

    Boas notícias…

    Parlamento holandês proíbe o sacrifício ritual de animais por motivos religiosos.

    O bem-estar animal venceu à liberdade de culto. O Parlamento holandês votou maioritariamente a favor da proibição do sacrifício ritual dos animais para consumo humano.http://www.publico.pt/Sociedade/parlamento-holandes-proibe-o-sacrificio-ritual-de-animais-por-motivos-religiosos_1500716

  • Steven

    Denunciar os “pecados” dos “inocentes” judeu$ é “antissemitismo”… pois sabemos que os judeus são coitadinhos… as “maiores vitimas da historia”….

  • Steven

    seria bom o blog abordar a cumplicidade judia com o regime de Stalin. Por que Hollywood faz n filmes sobre o “holocau$to” judeu… e nenhum sobre as “bondades” de Stalin ???

  • Steven

    depois falam que só cristaos e islamicos são extremistas

  • besta

    E quem inventou este texto:
    “O povo de Samaria será castigado porque se revoltou contra o seu Deus. Os homens morrerão na guerra, as crianças serão despedaçadas, e as barrigas das mulheres grávidas serão rasgadas.” (Oséias, 13:16)

  • Porfírio Silva

    Ricardo,
    Acho pouca piada a textos que argumentam como se salivassem. Mas isso é apenas uma questão de gosto. Quanto a eu ser reaccionário, ou escrever reaccionarisses, admito que seja uma questão de opinião, embora ache um pouco triste essa mania de ler de forma simplista o que os outros escrevem. Já quanto a eu escrever coisas pós-modernas, aí acho que o delírio passa os limites da credibilidade que um autor deve exigir de si mesmo.
    Cumprimentos.

  • Anónimo

    Uma sociedade civilizada não admite que se viole a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, aprovada pela Unesco.

    Mas não é preciso ir mais longe. Como exemplo lamentável do desrespeito ostensivo por essa Declaração não e preciso ir a Israel, podemos começar logo aqui por Portugal:

    http://www.youtube.com/watch?v=Hw0sajf07kA

  • Anónimo

    Alguém, por favor, me explique o que é essa coisa dos “direitos dos animais”. Não me parece que os animais tenham direitos; no entanto, entendo que os humanos têm deveres para com os animais.
    Os direitos são exercícios de cidadania. E os animais não me parecem cidadãos… Depois: QUE animais têm direitos? Todos, ou só alguns? O cão tem tantos direitos como o rato? E a pulga? Não se pode matar uma galinha com requintes de malvadez? Claro que não. Mas… alguém já matou uma pulga? O pobre animal é enrolado entre o polegar e o indicador, de modo a partir-se-lhe as patas e, finalmente, é depositado sobre uma superfície dura, de modo a poder ser esmagada pela unha de um polegar cruel… Alguém já se lembrou de matar as pulgas com recurso a meios não cruéis? Com anestesia, por exemplo?
    Os direitos são exercidos, não são outorgados. Se eu tenho o direito à saúde, naturalmente EU exerço esse direito. Por mim ou por interposta pessoa, mas EU exerço-o. Um cão tem direito à saúde? Ele será capaz de exercer esse direito? Não seria melhor deixarmo-nos do “politicamente correcto” e passar a falar de “respeito para com os animais”, em vez de “direitos dos animais?
    Duas andorinhas decidiram (e isto é verdade!) fazer ninho num recanto do pátio da minha casa. Será que as andorinhas também têm “direito à habitação”? E será que eu não tenho o direito de ter o pátio livre dos cocós das andorinhas? Naturalmente, não expulsei as andorinhas que, por mais do que uma vez, entraram na minha cozinha, completamente perdidas. E não as expulsei porque elas tenham “direitos”, mas porque eu respeito a vida. Alguma vida, entenda-se…

  • Anónimo

    A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, aprovada pela Unesco, não faz lei e a expressão ” direitos” não é aí usada em termos jurídicos. Nesse exacto sentido, a tua objecção tem razão de ser.

    Deixo aqui mais dois exemplos sobre esta temática. Um deles, à má maneira portuguesa, mitigado em relação à protecção dos animais. O outro, holandês,sobre a proibição de abate ritual de animais.

    http://www.lpda.pt/legislacao/proteccao_animais.htm

    http://www.jn.pt/blogs/osbichos/archive/2011/06/29/parlamento-holand-234-s-aprovou-proibi-231-227-o-de-abates-rituais.aspx

  • Anónimo

    Temos natural tendência a ter mais empatia por animais que
    partilham mais características connosco.  Animais mamíferos e de maior porte, animais
    que demonstram algo que podemos associar a inteligência, animais com os quais
    tenhamos uma relação simbiótica, etc.

     Já os animais que nos
    afectam negativamente ou afectaram num passado ainda presente nas nossas
    memórias, são mais facilmente desprezados e eliminados quase que por reflexo.

     

    Devemos atribuir o mesmo respeito a todos os animais? Teoricamente
    sim. Na prática, não. Não me parece viável que uma mosca que nos vem infectar
    os alimentos ou mesmo um pequeno mamífero, como um rato, que nos pode facilmente
    transmitir doenças terríveis, possam ser tratados de igual modo que um cão, um
    golfinho ou mesmo um canário. Não obstante isso, a crueldade para com os
    animais deve ser sempre evitada como forma de demonstração de respeito pela
    vida daqueles que partilham este planeta connosco. Penso que a educação é a
    melhor forma de lá chegarmos, embora para já, temos que nos fazer valer da lei.

     

    Mas matar animais ou fazê-los sofrer, de plena consciência,
    por puro prazer, seja esse prazer de que natureza for, é absolutamente inadmissível
    e deveria ser sempre punido. Embora possa parecer demagógico da minha parte, a
    solução holandesa é uma meia solução, porque mesmo que os animais estejam
    inconscientes, não deixam de ser mortos por mero capricho e isso é incompreensível
    em pleno século XXI.

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