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O que é ser católico?

11 de Abril de 2011  |  Escrito por Luís Grave Rodrigues  |  Publicado em Não categorizado  |  77 Comentários

 

Pegavam numa pessoa e atavam-lhe os braços e os pulsos atrás das costas.
Depois, com os braços assim para trás, suspendiam-na por uma corda presa ao tecto.

De seguida, com a vítima já com os braços desarticulados e a gritar de dor, acendiam-lhe uma fogueira por baixo. Mas com um lume não muito forte: somente algumas brasas, o suficiente para a ir fazendo grelhar, assim muito lentamente.
Algumas pessoas demoravam quatro ou cinco dias a morrer, no meio da maior agonia.


E foi assim que a Igreja Católica Apostólica Romana se tornou especialista em seres humanos.
Desde o Concílio de Niceia que a Igreja Católica se tornou sinónimo de ódio, de intolerância, de morte, de horror. A História da Igreja Católica não é mais do que um gigantesco banho de sangue.

Foram os que se opuseram à divindade de Cristo, foram os que puseram em causa a virgindade de Maria, foram os merovíngios, foram os cátaros, foram os templários, foram as bruxas, foram cientistas, foram artistas, foram os que ousaram pôr em causa um dogma, foram os homossexuais, foram os judeus, foram os muçulmanos, foram pagãos em terras distantes, foram apóstatas, foram os ateus…

Todos, ao longo de quase dois mil anos, torturados e chacinados, mortos de preferência no meio do maior sofrimento e de torturas que só a mente mais doentia poderia engendrar.

Com esta medonha História, que a define e caracteriza e que nem mil anos de pedidos de desculpa poderiam fazer esquecer e muito menos amnistiar, a Igreja Católica continua a ser uma organização absolutamente tenebrosa.
É típico da Igreja Católica a caracterização do sexo como algo de sujo e pecaminoso. Ainda hoje prefere a proibição do uso do preservativo a prescindir de um dogma bíblico da Idade do Bronze, mesmo que isso signifique a disseminação da SIDA e um incontável número de mortos.
A Igreja Católica é contra o aborto, mesmo em caso de perigo de vida para a mãe e, como se não bastasse já, desaconselhou a vacina do cancro do colo do útero.

E é por isso que não é mais do que simplesmente típico desta autêntica associação de malfeitores que vive da exploração do medo da morte, o escândalo da ocultação – e por isso a vergonhosa cumplicidade – de milhares de casos de pedofilia, a que o próprio Papa pelos vistos não é estranho.

O que é afinal ser católico?
Ser católico é partilhar uma História e comungar de uma ideologia e de uma filosofia com esta gente?
Se assim é, como pode alguém dotado de um mínimo de decência e lucidez intitular-se católico?

 
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  • Laico

    Onde é q leste isto?

  • Olé!

    “”Foram os que se opuseram à divindade de Cristo, foram os que puseram em causa a virgindade de Maria, foram os merovíngios, foram os cátaros, foram os templários, foram as bruxas, foram cientistas, foram artistas, foram os que ousaram pôr em causa um dogma, foram os homossexuais, foram os judeus, foram os muçulmanos, foram pagãos em terras distantes, foram apóstatas, foram os ateus…””

    Sim.
    Mas, não consta que foram castigadas as pessoas sérias, educadas, honestas, respeitadoras, trabalhadoras, decentes, os bons exemplos da sociedade, os pacificadores, os que vivem de acordo com a sua cultura, os bons pais de família… e por aí fora.
    Não estou interessado em defender ou condenar os católicos, nem esse assunto me interessa mas, se eles matam os que foram citados, tenho de lhes estar muito grato.
    Venham cá outra vez, por favor.
    Se vierem, torno-me e mais pio crente para poder colaborar convosco. Portugal necessita urgentemente de quem nos livre dessa gente que vós já combateste. São esses que nos fazem chegar ás ruas da amargura onde agora estamos. È a falta de quem exerça justiça que tornou a justiça uma estupidez, os tribunais uns circos, os juízes e os advogados uma palhaços.

    Voltai, por favor e continuai o trabalho que deixaste a meio.

  • Anónimo

    É estar ao lado da Verdade e lutar pela salvação das almas, pela glória de Deus e pela exaltação da Santa Igreja. Nada mais é tão sublime.

    Cada dia que passa, mais orgulhosamente Católico. Quanto mais nos odiarem, mais ORGULHOSAMENTE o serei.

    VIVA A SANTA IGREJA CATÓLICA, APOSTÓLICA E ROMANA!

    PS: Rezando pelo regresso da Santa Inquisição e das Gloriosas Cruzadas.

  • Jj Junqueira

    Ufa!!!Ainda bem que nos tempos atuais a igreja está um tanto que boazinha…

  • Anónimo

    “O que é afinal ser católico?
    Ser católico é partilhar uma História e comungar de uma ideologia e de uma filosofia com esta gente?
    Se assim é, como pode alguém dotado de um mínimo de decência e lucidez intitular-se católico?”

    LGR

    Não.Um verdadeiro católico, que conheça minimamente a Doutrina de Cristo, não pode pactuar nem com as ignóbeis Cruzadas nem com a satânica Inquisição.

    Todos aqueles que conscientemente o fazem e publicamente o defendem,cristãos não são de certeza.

    Se há movimentos e instituição que afrontaram gravemente a Ética de Jesus Cristo foram precisamente aqueles que caucionaram e tentaram legitimar essas aberrações das Cruzadas e da Inquisição.

    Mas o LGR insulta grotescamente todos os católicos que se indignam com as infames Cruzadas e com a satânica Inquisição, certamente a enorme maioria e que não merecia a infâmia que, sobre eles, LGR vomitou…

  • Anónimo

    O grande problema de alguns que se dizem católicos, mas que de cristãos não têm nada, é que também não estudam os assuntos e os temas pastorais da igreja em que se inserem.

    Recomendo-lhes sobre a questão da intolerância católica medieval que leiam o ponto 35 da Tertio Millenium Adveniente, do papa João Paulo II, para não andarem a debitar disparates:

    http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/apost_letters/documents/hf_jp-ii_apl_10111994_tertio-millennio-adveniente_po.html

  • Anónimo

    A bacorada é um disparo… a duas mãos. Fixe!… Se espremermos o discurso de um e outro lado… chega-se à conclusão de que …
    Um pouco mais de esforço (de ambos os lados) e teremos uma bela paisagem.
    Parabéns!

    Belos discursos. De uma elevação … como direi … uma elevação …

  • Anónimo

    É, tens razão. Dos dois lados. Falta só saber quais são os maiores incendiários…

  • Anónimo

    Os ateus, honestos e eticamente bem formados, que vierem visionar este blogue, devem sair horrorizados, perante as constantes baixezas vomitadas por Luís Grave Rodrigues e similares.

    Lá fora outros pensarão, erradamente, que os ateus são esse tipo de demónios.

    Continuem, Carlos Esperança e outros iguais, a ” edificarem” o ” bom conceito” dos ateus.

    Este ” D.A.” já é uma das maiores vergonhas da blogosfera…

  • Anónimo

    A) “O que é afinal ser católico?
    Ser católico é partilhar uma História e comungar de uma ideologia e de uma filosofia com esta gente?
    Se assim é, como pode alguém dotado de um mínimo de decência e lucidez intitular-se católico?”

    B) “O que é afinal ser comunista ?
    Ser comunista é partilhar de uma ideologia e de uma filosofia com gente do tipo de Estaline, Pol Pot ou Enver Hoxha ?
    Se assim é, como pode alguém dotado de um mínimo de decência e lucidez intitular-se comunista ?”

    Se o silogismo A fosse válido também o seria o B .E nem um nem outro o são,por razões óbvias que me dispenso de enunciar.

    Mas agora, pergunto: que raio de motivação levou a Administração do “D.A.” a permitir que um indivíduo tão básico como LGR debite o seu recorrente conjunto de estupidezes ?

    Será masoquismo?…

  • americano

    Para ser católico é preciso acreditar no antigo Testamento ?
    Para ser católico é obrigatório aceitar o dogma da infalibilidade papal ?
    Para ser católico é necessário que aceitemos que Jesus nasceu de uma virgem e esta assim continuou após o parto ; é preciso crer que Jesus morreu por nossos pecados e que depois de morto voltou à vida e subiu aos céus ?

    Faço essas perguntas , pois me parece que cada um tem um modo proprio de encarar a religião que diz professar. Há católicos que rejeitam o AT , outros o aceitam. Há católicos que não ligam a mínima para os conselhos papais quanto ao uso de preservativo, sexo pré-matrimonial, divórcio, união civil de pessoas do mesmo sexo, etc.

    Obrigado

  • Anónimo

    Caro Americano

    Sou cristão mas não católico e, por mim falo. Não reconheço inspiração divina ao AT. O Deuterónimo e o Levítico e alguns Salmos são maus de mais para terem sido inspirados no Deus em que acredito. O nascimento de Jesus de uma Virgem pode ser visto como narrativa real ou metafórica, mas admito que possa ter literalmente acontecido. Se fosse materialista não acreditaria na dimensão do que habitualmente catalogamos de sobrenatural, mas, como acredito no lado imaterial da Vida,aceito a ocorrência de factos tidos por miraculosos.Não acredito na Virgindade Perpétua de Maria,porque o Evangelho é claro ao referenciar outros irmãos de Jesus. E nem faria sentido que Maria e José não pudessem conviver intimamente como esposos.Acredito que Jesus ressuscitou e que a morte física não determina a morte da alma…

  • Pedro

    -|- -|-
    M MA

    Luís Grave Rodrigues:
    Como dizia Madre Teresa de Calcuta.
    “A fé sem amor te deixa fanático.”

    Fazer mal em nome do bem e não é o habito que faz o monge, sobre isso temos o exemplo de Joana de Arc e como se costuma-se dizer eu não acredito em bruxas mas existem.

    Olhando para essa época da Santa Igreja Católica poderá ficar-se com uma imagem mais sombria da mesma mas ela não é formada só sobre isso, talvez tenha existido devido a cultura e ás práticas que se usava na altura e não só na Santa Igreja Católica.

  • Pedro

    -|- -|-
    M MA

    joaoc:

    Mirjana de Medjugorje diz que Nossa Senhora não chama ateus aos não ateus mas os que não conhecem o amor de Deus.

  • Anónimo

    Claro que os católicos só acreditam naquilo que lhes convem…, o que se tem a perder em acreditar em deus? Nada!? É mesmo isso que pensa o Antoniofernando, a minha familia, os meu vizinhos e quase toda gente …

    “Na eventualidade de Deus existir, como acreditei nele, apesar de não ter acreditado em tudo, irei para o paraiso tocar harpa com os anjos”

    Muita gente acredita, e muita gente usa pilula/preservativo
    Muita gente acredita, muita gente não vai à missa (acordar cedo tá quieto…)
    Muita genta acredita, mas quem liga para noé ou para Adão e Eva, o Zeca e o JoãoC?
    Ninguem viu Deus, anjos, espiritos, mas o que há a perder em acreditar…

    “Toda a gente” no fundo tem duvidas se Deus existe ou não….

    Quem disser que tem a certeza que Deus existe ou é maluco ou é porque já o viu ou ambos

    Agora fica a critério de cada um…

  • http://profiles.google.com/atento1 António Rodrigues

    Comentários??????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????”

  • veradictum

    Parabéns LGR… Óptimo texto. Aliás como outros de sua autoria que aqui tenho lido. Não ligue aos comentários da maioria dos crentes que por aqui debitam ódio e maledicência. Alguém algures escreveu: os cães ladram, mas a caravana passa.

  • Kavkaz

    antoniofernando2, você não pode falar em nome dos ateus, pois não tem condições para isso. Não percebe nada do que pensam os ateus e vem aqui fazer de sacristão provocador. É só lixo o que escreve… Isso de papar hóstias dá-lhe muita azia e fá-lo arrotar febras de porco.

  • Zeca-portuga

    No fundo concordo.
    Será que eram inocentes?

    Basta ver que aquilo (e pior ainda) que aqui se fala já tinha sido feito, em larga escala, aos cristãos, um pouco por todo o império romano e não.

  • Zeca-portuga

    O que é diferente do que aqui se afirma.

  • http://profiles.google.com/rfrmarques Rui marques

    Vou-me limitar a dizer o seguinte relativamente ao texto e a todos os comentários que foram feitos. Um verdadeiro ateu não pretende fazer propaganda acerca do seu ateísmo ou tentar culpar e/ou ostracizar alguém só porque pertence a uma religião. O ateu respeita as crenças dos outros e os seus direitos. Errare humanum est… o erro é vertical a todos os credos, raças, cores e orientações sexuais. Mais insisto no ponto fulcral do ateísmo como filosofia de vida: o respeito pelo semelhante.

  • http://pulse.yahoo.com/_VAJFZTQH4JGRCTDVU2VVOF2S6E Joao

    Estou quase de acordo mas com uma ressalva que me parece importante: o ateu respeita os outros, incluindo o seu direito a terem as crenças que quiserem, mas não respeita de maneira nenhuma essas crenças. Como já escrevi noutro sítio as pessoas têm direitos, as ideias (políticas, religiosas ou outras) não.

  • Ole

    <O ateu respeita os outros, incluindo o seu direito a terem as crenças que quiserem, mas não respeita de maneira nenhuma essas crenças. Como já escrevi noutro sítio as pessoas têm direitos, as ideias (políticas, religiosas ou outras) não.»

    Está aqui implícito um erro muito comum.
    As ideias não existem independentes do sujeito.
    Podemos “atacar” o património de outrem sem atacar o sujeito. Existe uma separação física entre o sujeito e o seu património, mas não podemos separar as ideias e actos do sujeito.

    Não concordar com as ideias de alguém é, implicitamente, não concordar com a pessoa. Não respeitar os sentimentos de alguém é, implicitamente, não respeitar o sujeito.

    Precisamente por isso, o nosso CP contempla “Dos crimes contra sentimentos religiosos”.
    “Quem publicamente ofender outra pessoa ou dela escarnecer em razão da sua crença ou função religiosa…” ou seja, pelas suas ideias religiosas e pelos seis actos…”

    A lei espanhola é mais explicita:

    “…los que, para ofender los sentimientosde los miembros de una confesión religiosa, hagan públicamente, de palabra, por escrito o mediante cualquiertipo de documento, escarnio de sus dogmas, creencias, ritos o ceremonias, o vejen, también públicamente, a quienes los profesan o practican.”

    = Os que, para OFENDER OS SENTIMENTOS dos membros de uma confissão religiosa (não se aplicaria, os ateus, por exemplo) FAÇAM PUBLICAMENTE ESCÁRNIO DOS SEU DOGMAS, CRENÇAS, RITOS OU CERIMONIAS, POR PALAVRAS, POR ESCRITO OU MEDIANTE QUALQUER OUTRO DOCUMENTO, OU VEXEM, TAMBÉM PUBLICAMENTE, A QUEM OS PROFESSA OU PRATICA.

    O simples escárnio das crenças religiosas de alguém, é crime.

  • Olé

    «O ateu respeita os outros, incluindo o seu direito a terem as crenças que quiserem, mas não respeita de maneira nenhuma essas crenças. Como já escrevi noutro sítio as pessoas têm direitos, as ideias (políticas, religiosas ou outras) não.»

    Está aqui implícito um erro muito comum.
    As ideias não existem independentes do sujeito.
    Podemos “atacar” o património de outrem sem atacar o sujeito. Existe uma separação física entre o sujeito e o seu património, mas não podemos separar as ideias e actos do sujeito.

    Não concordar com as ideias de alguém é, implicitamente, não concordar com a pessoa. Não respeitar os sentimentos de alguém é, implicitamente, não respeitar o sujeito.

    Precisamente por isso, o nosso CP contempla “Dos crimes contra sentimentos religiosos”.
    “Quem publicamente ofender outra pessoa ou dela escarnecer em razão da sua crença ou função religiosa…” ou seja, pelas suas ideias religiosas e pelos seis actos…”

    A lei espanhola é mais explicita:

    “…los que, para ofender los sentimientosde los miembros de una confesión religiosa, hagan públicamente, de palabra, por escrito o mediante cualquiertipo de documento, escarnio de sus dogmas, creencias, ritos o ceremonias, o vejen, también públicamente, a quienes los profesan o practican.”

    = Os que, para OFENDER OS SENTIMENTOS dos membros de uma confissão religiosa (não se aplicaria, os ateus, por exemplo) FAÇAM PUBLICAMENTE ESCÁRNIO DOS SEU DOGMAS, CRENÇAS, RITOS OU CERIMONIAS, POR PALAVRAS, POR ESCRITO OU MEDIANTE QUALQUER OUTRO DOCUMENTO, OU VEXEM, TAMBÉM PUBLICAMENTE, A QUEM OS PROFESSA OU PRATICA.

    O simples escárnio das crenças religiosas de alguém, é crime.

  • Anónimo

    Sim, mas não se caia no erro, comum e “conveniente”, de confundir “discordância” com “escárnio”. Eu posso, natural e legitimamente, discordar das convicções religiosas de alguém sem que, para exprimir essa discordância, tenha, necessariamente, de escarnecer ou injuriar. Não me parece que o simples facto de afirmar que “deus não existe” constitua escárnio ou ofensa.

  • doolite

    E no censos 2011, pela primeira vez tive o gosto de declarar sou ateu, sim, senhores, sem nada de católico, de seitas, lá só por ser baptizado e me deixar enganar com as tretas, balelas, terrores da infância.

  • Fabio Rossano

    Parabéns pelo texto, Luís. A imagem lembra bastante uma que retrata Monna Gostanza, uma italiana camponesa torturada pela Igreja Católica na Idade Média. Eu publiquei um texto na Pravda há alguns anos, num estudo que realizei na região da Toscana, sobre as torturas que esta mulher sofreu, assim como tantas outras milhares de pessoas inocentes também sofreram, vítimas de tanta crueldade. Em nome de quem? De Deus? Por isso e por tantas outras coisas devemos combater também esta fonte de crueldade que é a Igreja Católica.
    http://port.pravda.ru/news/unknown/19-05-2004/5260-0/

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