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A laicidade como condição de sobrevivência

16 de Dezembro de 2010  |  Escrito por Carlos Esperança  |  Publicado em Laicidade  |  80 Comentários

A luta partidária dos países democráticos, com a consequente necessidade de caça ao voto, tem levado os Estados laicos a uma estranha cumplicidade com as religiões, não se limitando a garantir a liberdade de culto – como é seu dever –, mas subordinando-se aos interesses da religião dominante.

A globalização trouxe consigo a possibilidade de expansão de todos os credos à escala mundial, aspiração que os apóstolos acalentavam, sem contarem com concorrência. Na Europa os cristãos ortodoxos procuram manter privilégios ancestrais  e conquistar os países da ex- URSS; o Vaticano pretende opor um dique ao islão e atrair os anglicanos enquanto combate o secularismo e a laicidade; as seitas evangélicas desejam penetrar no mercado enquanto o Islão, ressentido com o seu atraso e o fracasso da civilização árabe, procura islamizar o mundo nem que seja à bomba.

A Suécia acaba de ser vítima do primeiro acto de terrorismo suicida cuja origem aponta para a demência islâmica. Segundo documentos dos EUA, difundidos pela WikiLeaks, a Catalunha é o principal centro do islamismo radical no Mediterrâneo. Na memória dos europeus perduram os actos terroristas de 11 de Março de 2004 na estação ferroviária de Alcalá, em Espanha, os atentados de 7 de Julho de 2005 no metro de Londres, a onda de ameaças por causa dos cartoons de Maomé, na Dinamarca, e as ameaças da Al-qaeda.

Se os crentes das várias religiões se limitassem a salvar a alma que acreditam ter e não tivessem no caderno de encargos a obrigação de salvarem os que não querem ser salvos, tudo seria pacífico. Nenhum céptico, ateu, livre-pensador ou agnóstico se interessa pelo número de orações que crentes os rezam, os jejuns a que se submetem, a abstinência que guardam, os alimentos que proscrevem ou a vida sexual que têm. O problema reside no desvario de quem pretende impor aos outros os seus valores particulares, convencido de cumprir a vontade do deus que lhe impuseram.

A Física, a Química e a Biologia, por exemplo, todos os dias mudam e enriquecem com novas descobertas. As ciências, apesar do azedume das religiões, evoluem a um ritmo que deixa a fé, desorientada, a ruminar livros antigos e velhos preconceitos.

O horror cristão ao secularismo só tem paralelo na aversão do Papa ao preservativo. Os judeus, menos de 20 milhões, ainda reclamam a herança divina da Palestina para as suas tribos. Os islamitas, desesperados, agarram-se ao Corão como náufragos a uma jangada, sem espírito crítico, com horror ao progresso, à liberdade individual e à modernidade.

A reislamização da Turquia é um intuito perigoso contra o espírito laico das suas elites, uma obsessão do actual primeiro-ministro simpatizante do negócio dos tapetes para as orações. A Espanha enfrenta a fúria papal que a quer devolver ao redil do Vaticano e o assédio do islamismo que a pretende transformar num novo califado.

Ai da Europa, ai de nós, da liberdade, da herança do Iluminismo e da modernidade, se os Estados, com a conivência de uma esquerda pouco inteligente e de uma direita beata, abdicar da laicidade e deixar o fanatismo religioso à solta numa sofreguidão prosélita.

Sem laicidade, imposta sem subterfúgios, a Europa das Luzes pode regredir e tornar-se o espaço beato onde o poder democrático ceda o lugar à vontade do deus que ganhar a batalha da fé pela força das armas e pelo terror.

 
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  • Athan3

    “Moral e respeito”; o manual da Patifaria, ou, Calhamaço de Embustes, tem muito pra ensinar a gurizada a sair correndo dele nas escolas. e quem tiver juízo, nas casas também.
    Já houve imbecis crentes querendo vender “moral” cirstã para esquimós, mas se tem os que nem sequer deviam abrir a boca pra falar com seus “respeitos” em referência ao sexo são os crentes, os infurnados em crenças:
    Notem essa reportagem dum repórter brasileiro:
    http://www.youtube.com/watch?v=8fqDa8RPt0o&feature=player_embedded
    Não adianta conversa fiada: Seja “adúltera” ou “adultera”, o livrinho do pai dos “isculhidos” MANDA mesmo o cara pegar a mulher de outro, e fazê-la dele. Note-se que nem sequer é uma pulada de cerca não, o “TREMENDO” manda TOMAR a mulher do cara. É um calhamaço de patifaria, impróprio para menores de 12 anos de idade. E não vem com essa de “contexto” pra boi dormir. Tá ali, BEM escrachado mesmo.

  • MS Dos622

    João:
    Acho que estás a exagerar sobre o Espiritismo moderno.

    Como hoje não tenho tempo para te responder, fiz estes recortes da wikipédia e espero que leias e me digas se não achas exageradas as tuas observações sobre o “espiritismo”. Hoje o espiritismo não é o “culto pagão” dos espíritos.

    “O Espiritismo é um conjunto de doutrinas espiritualistas que consideram o homem um espírito imortal que alterna experiências nos mundos material e espiritual, de acordo com a doutrina da reencarnação, com o objectivo de evoluir, tanto moral quanto intelectualmente, rumo a Deus. Considera também a comunicabilidade entre os vivos e os mortos, geralmente por meio de um médium, ou seja, de um mediador.”

    “A doutrina espírita adopta a Moral cristã, apesar de suas concepções teológicas diferenciadas. Para os espíritas, nome dado aos seguidores do Espiritismo, Jesus Cristo se trata do espírito mais elevado a já ter encarnado na Terra, bem como o modelo de conduta para o auto-aperfeiçoamento humano, tendo provado, pela prática da caridade absoluta e pela sua própria encarnação, que o homem pode suportar as provas necessárias para a sua elevação espiritual.”

    “A doutrina espírita, de modo geral, fundamenta-se nos seguintes pontos:
    Na existência e imortalidade do espírito, compreendido como individualidade inteligente da Criação Divina;
    Na defesa da reencarnação como o mecanismo natural de aperfeiçoamento dos espíritos;
    No conceito de criação igualitária de todos os espíritos, “simples e ignorantes” em sua origem, e destinados invariavelmente à perfeição, com aptidões idênticas para o bem ou para o mal, dado o livre – arbítrio;
    (…)”

    Grande parte dos Espíritas de hoje aceitam o dogma da Santíssima Trindade.
    Portanto, mantenho o que disse. Allan Kardec não é ateu nem anti-católico.

  • http://jmc1987.myopenid.com/ jmc

    estou um bocado confuso.. jesus foi chicoteado, usou uma coroa de espinhos, carrou com uma cruz pesadíssima às costas à qual foi pregado e deixado ao sol até morrer.. porque deus, o seu pai, assim o quis?

    tinha a ideia que o deus do cristianismo era benevolente

  • http://jmc1987.myopenid.com/ jmc

    se me pudesse esclarecer, não tenho bem a certeza disto. seu eu tiver vivido uma vida de crimes hediondos, mortes, destruição, horror, etc. e no último mês da minha vida me arrepender de tudo isto e me converter ao cristianismo, vou para o céu?

    da mesma forma, se a minha vida estiver cheia de bons actos, caridade, amor, compaixão, etc. mas não acreditar em jesus cristo, vou para o inferno?

  • http://jmc1987.myopenid.com/ jmc

    concordo: um estado ateu não é um estado laico

    no seu primeiro comentário, porém, tinha referido que o ateísmo era contra a laicidade de um estado. isto não é verdade pois a laicidade de um estado implica a sua não adopção de religião nenhuma e não a proibição de qualquer uma (como é o caso num estado ateu ou anti-teísta, que por acaso são duas definições diferentes, preferiria a 2ª mas costuma-se usar a primeira, infelizmente).

    p.s.: o “mas que raio” foi pela sua última frase. acho que nunca antes tinha visto o ateísmo tão mal classificado.

  • Anónimo

    Caríssimo JoãoC:
    Os meus parabéns! Em termos de retórica religiosa, a melhor das “testemunhas de Jeová” não lhe chega aos calcanhares. E olhe que eles têm resposta para (quase) tudo. Ainda há dias, num os meus comentários, chamava ignorantes aos ateus, nos quais me incluo, porque andavam sempre à procura de respostas. Comparei-os (-me) com os católicos em particular e com os crentes em geral que, em contrapartida, só têm certezas. Houve logo quem quisesse morder-me as canelas. Gente que, certamente, nunca leu os comentários do João C. Vocâ sabe mesmo do que fala, e eu admiro-o por isso.
    Mas a verdade é que você não respondeu às minhas perguntas. Sinceramente, esperava mais de si. Não acredito que tenha sido por preguiça que, como se sabe, é um dos pecados mortais. Terá sido, pois, por falta de tempo. Mas vou insistir, a ver se consigo algumas respostas:
    - Afinal, há inferno, ou não? O infalível JP2 disse que não, o também infalível B16 disse que sim. Ou seja, um dos dois não é infalível. Qual a sua opinião?
    - Já lhe tinha perguntado, mas você não respondeu: O que é a alma, e para que serve?
    - Já agora, e aproveitando o balanço, vou-lhe fazer a pergunta que costumo fazer quando quero despachar uma enfadonha “testemunha” de Jeová. Com resultados garantidos, pois nunca mais voltam a bater-me à porta, e que é a seguinte (a pergunta, claro): O Génesis afirma, preto no branco, que Caim matou Abel. O Senhor chateou-se à brava, e Caim foi vaguear pelo mundo. Além disso, marcou-o com um sinal, para que “para que o não ferisse qualquer que o achasse.”. Caim foi ter à terra de Node, onde conheceu sua mulher, com quem casou. Então, é assim:
    a) – Quem poderia ferir Caim, se só havia três pessoas (Adão, Eva e Caim)?
    b) – Donde veio Node?
    c) – Donde veio a mulher que Caim conheceu?
    É capaz de me responder a isto?
    Obrigadinho.

  • Eduardo Russo

    Caro antoniofernando

    Grato por responder-me.

    escrevi algo confiando na memória e errei um bocado. a citação correta é a que o José Moreira postou abaixo.
    Na minha opinião , no episódio de mulher adúltera Jesus comportou-se de maneira contrária à lei mosaica, desobedecendo-a , porém sem revoga-la
    Vamos imaginar a cena .
    Jesus propõe á turba enfurecida :
    Quem estiver livre de pecado que atire a primeira pedra .
    E aí um fulano levanta-se e diz : eu nunca pequei e por isso vou apedrejá-la.
    Qual teria sido a reação de Jesus ?
    Como não testemunhamos esta cena a resposta fica a cargo da crença de cada um.
    Eu acredito que o fulano que afirmasse “nunca pequei ou errei” é que seria apedrejado, pois mentir também era pecado.

    Quanto á questão do Espiritismo , só achei interessante e coincidente a expressão “generosa e altruistica Doutrina de Cristo” , pois os espíritas se consideram cristãos , apesar de muitos tratá-los como satanistas.

    Cumprimentos e obrigado

  • Eduardo Russo

    Caro JoseMoreira

    Obrigado pela ajuda com as citações de Mateus e Lucas.

  • Eduardo Russo

    Caro MS Dos622

    Que eu saiba, Alan Kardec não era ateu e nasceu numa família católica, portanto deve ter sido batizado. Por outro lado , muitos católicos consideram a sua doutrina como sendo satânica.
    O que eu escrevi é que no Brasil há muitas pessoas que frequentam missas aos domingos e vão centro espírita às sextas-feiras. E também vão à terreiros de umbanda ,cartomantes, consultam tarôs, runas , horoscopos (os mais variados) etc e etc.

    Obrigado

  • Anónimo

    Não tem que agradecer.
    Como, certamente, reparou, o António Fernando desatou a assobiar para o lado…

  • Anónimo

    “tinha a ideia que o deus do cristianismo era benevolente”
    Nem pensar!!! Benevolente, só o deus do Toninho.

  • Carlos Esperança

    Julguei que a URSS já tivesse acabado.

    Pensei que Cuba tivesse sido visitada pelo Papa e a ICAR estivesse pujante.

    Imaginei que na China houvesse bispos nomeados pelo Gover no e outros pelo Papa.

    Devo andar noutro planeta.

    Obrigado pelas informações.

  • Anónimo

    Sem muito tempo – agora e nos próximos dias, respondo muito resumidamente:

    - Na primeira questão está em jogo a Misericórdia Divina. Por muito que um homem seja pecador, capaz de cometer e ter cometido os piores pecados possíveis e imaginários, se chegar ao fim da sua vida (mesmo nos últimos momentos), arrepender-se verdadeiramente e aceitar Jesus Cristo, a Sua Igreja e assim, confessando-se e recebendo os Sacramentos, provavelmente sim, irá para o Céu.

    Óbvio que não é válida a postura do “faço o que me apetecer, nego a Cristo, rejeito os Sacramentos e depois quando me vir aflito ou perigo de morte, arrependo-me e confesso-me.” Isso é pecado e uma tentação que vem do Demónio. A não haver tempo para se confessar (imagine alguém que, num acto de doença mental grave, toma 30 comprimidos de Diazepam para se suicidar), nos momentos breves que antecedem a morte se, sinceramente se arrepender e aceitar Jesus Cristo (o que pode acontecer ao pecador mais endurecido, se o coração estiver aberto a isso, através da oração persistente de alguém ou pelo intercessão da Gloriosa Mãe de Deus), apenas em desejo sincero, pode ser salvo. Ainda que, muito provavelmente, permanece longos períodos no Purgatório, até ao Fim dos Tempos, se Deus assim o entender. Mas salva-se.

    Resumindo: Arrependimento sincero, aceitar Jesus Cristo como Seu Senhor e Salvador, pelo menos em desejo. Evidente que O aceita e se arrepende verdadeiramente, a haver esse tempo, faz uma confissão bem-feita e prepara-se para uma morte cristã.

    No segundo caso, depende. Faezr o bem é uma virtude do ser humano. Todos, humanamente, como seres humanos e sociais, devemos fazer o bem. É o “normal”. É nosso dever, é nossa obrigação. É a Lei Natural.

    Se alguém, por ignorância invencível e não-culpável, fraqueza extrema, educação firme noutras crenças não tendo culpa de não conhecer bem a Igreja, etc, pratica o bem, é caridoso e bondoso, cumpre com a Lei Natural, é salvo pois pertence à alma da Igreja, embora não ao seu corpo. (ex: indígenas que desconhecem a civilização e a Igreja, mas sabem, pela Lei Natural que matar e roubar é mau…).

    Outros que poderão fazer o bem, ser caridosos, tolerantes, etc… mas rejeitam abertamente a Igreja e a Jesus Cristo (e a Deus, claro), desprezam o Sagrado de livre e espontânea vontade, não seguem os seus mandamentos, não por ignorância invencível mas por ignorância culpável (não sabem nem querem saber, tendo meios para isso, a Doutrina da Igreja e os ensinamentos de Cristo) ou, pior, conhecem e rejeitam-na, podem até pertencer ao corpo da Igreja (baptizados), mas não à sua alma. Portanto, limitaram-se a fazer o bem, durante a vida, que era o mínimo exigido como seres humanos. Esses, por muito bem que fizessem – humanamente falando – dificilmente (à partida, porque só Deus é juiz) serão salvos e condenam-se.

    Ter sempre em mente que a alma vale mais que o corpo. Ser “bons” nas coisas materiais (humanas e do mundo) não tem grande mérito, porque todo o bem deste mundo é relativo. fazer o bem sem ter em vista o Bem – o próprio Deus – mais não é que o normal para a condição humana.

    Como disse, só Deus é Juiz. Só Ele julgará cada um segundo as suas obras e a sua Fé. Sabemos apenas que a Fé e as boas obras têm de estar juntas para sermos merecedores da salvação eterna. Porque boas obras, todos fazem. Divinizá-las e colocar nelas um sentido sobrenatural é que é de louvar. E é isso que incentiva a fazer a Santa Igreja.

    Cumprimentos.

  • Anónimo

    Como disse, não ando com grande tempo, realmente.
    Mas respondo resumidamente:

    Há Inferno sim. É Dogma de Fé. Tal como o Céu e o Purgatório. Sendo dogma – Verdade de Fé, eterna e imutável – é impossível, agora ou no futuro, que algum Papa diga o contrário. Se dizer, cai em heresia e o povo católico tem razão em desobedecer e descrer na “nova” doutrina.

    O anterior Papa não o aboliu, assim como este não aboliu o Limbo. Foram, mais uma vez, frases mal interpretadas e apressadamente noticiadas pela imprensa incompetente e por caluniadores e inimigos da Igreja.

    A alma vem de “anima”, que quer dizer “animar”. É a parte imaterial do ser humano, que nos distingue dos animais. Criada no momento da concepção por Deus, que a infunde no novo ser. É a parte que, para além de toda a Biologia e Fisiologia da pessoa, lhe dá ânimo, lhe dá a própria vida. Não é o corpo vivo – com todas as reacções bio-fisiológicas que o fazem viver naturalmente – que sustém a alma. É a alma que o sustém, que o anima, que faz com o que o corpo humano viva e tenha essas mesmas reacções. Uma vez a alma chamada a Deus, ela vai e o corpo morre. Subitamente ou decorrente de doença progressiva, como sabemos.

    Para que serve? Sendo a alma o “ser” da pessoa – distinta da personalidade – é a parte mais importante que o corpo para o ser humano. É o próprio ser humano. “Que adianta ao homem ganhar o mundo se vier a perder a sua alma?” (Nosso Senhor Jesus Cristo). Serve para animar o corpo que se formou no ventre da mãe, durante a vida que Deus lhe pede que seja administrada (porque só Ele é dono da vida), para que ambos – alma e corpo, ou seja, o homem completo – glorifiquem a Deus, nas obras e na Fé.

    Morrendo o corpo, a alma retorna às mãos do Criador, será julgada, terá o prémio ou castigo eterno e, no final dos tempos, voltará a unir-se ao corpo (glorificado) para viver eternamente na companhia de Deus e dos Santos no Céu ou na companhia de Satanás e com os sofrimentos do Inferno, lugares onde já se encontra a alma depois da morte.

    Quanto às perguntas sobre o Génesis… Primeiro funcionam sim para afastar as TJ, cuja “doutrina” se guia apenas e só pela Bíblia. Como deve saber, a Doutrina Católica não se baseia apenas (há livros que sim, os históricos) na literalidade da Bíblia, mas no contexto da Tradição Divina e do Magistério da Igreja, que interpreta legitimamente as Escrituras.

    Como tal, sinceramente, não conheço o que diz o Magistério da Igreja sobre essa questão. Portanto, não posso nem devo dar uma opinião pessoal, pois não me é legítimo a mim interpretar o Génesis, mas a resposta pertence à Igreja. Desconheço, honestamente, a resposta correcta da Igreja a essas dúvidas, mas estou certo que a Igreja tem resposta para elas, tendo em conta estes três pilares em que se baseia a Doutrina: Bíblia, Tradição e Magistério.

    Procure,se a dúvida for sincera e tiver mesmo vontade de saber, como eu farei, assim ter tempo, no Catecismo da Igreja Católica ou noutro documento oficial que trate das Escrituras.

  • Anónimo

    Deus assim quis e Cristo, sendo Deus, assim o quis também. Tal foi o Seu amor por nós, que Se submeteu a isso para que fôssemos livres das consequências da queda de Adão – o “homem velho”- e, pela Sua paixão e morte, o “homem novo”, Jesus, resgatasse as almas com o Seu próprio sangue.

    Quem O rejeita, despreza todos esses sofrimentos, despreza o preço que custou a nossa salvação e, por isso, a condenação de uma alma (por culpa própria, pois para o Inferno só vai quem quer e se condena), é extremamente ofensiva e se pudesse haver tristeza no Alto, extremamente triste para o Céu – para os Santos, para a Virgem e para o próprio Deus – pois o Seu Sangue foi derramado também por esses desgraçados que O rejeitaram até na morte, em vão, por culpa dos próprios.

  • Anónimo

    Moderno ou não, o Espiritismo NEGA frontalmente pelo menos duas dezenas de verdades de Fé. Para além de ser uma coisa condenada expressamente pela Bíblia e pela Igreja Católica.

    Não pode, de maneira nenhuma, ser chamado de católico ou cristão, por muito “bom” que aparente ser.

    Ninguém pode ser verdadeiramente católico e espírita ao mesmo tempo. Isso de ir à Missa ao Domingo (e quem sabe, até comungam – ou melhor, comem a própria condenação, pois cometem o pecado gravíssimo de receber o Corpo de Jesus sem estar em estado de graça!!) e aos centros espíritas à sexta é de lamentar. De lamentar tamanha ofensa a Deus e de lamentar que não haja padres nem Bispos que a isso se oponham e ensinem a incompatibilidade do Espiritismo – seja ele qual for, moderno ou antiquado, um acto de satanismo pagão – e o Catolicismo.

  • http://jmc1987.myopenid.com/ jmc

    então… desculpe lá, mas isto levanta-me uma série de dúvidas…

    ouvi já falar da história de ter aparecido jesus 3 dias depois e ascendido (retornado?) ao céu, portanto, não morreu, está vivo. como é que isto equivale a um sacrifício? para além disso, por que é que teve de sofrer e “morrer” para conduzir as pessoas à salvação? não haveria uma maneira mais fácil? se era deus e consegui fazer os milagres que lhe são atribuídos, porque não impediu a tortura que era feita sobre o seu povo e os seus seguidores, e já agora, sobre ele próprio?

  • Anónimo

    1) – ” É a parte imaterial do ser humano, que nos distingue dos animais”. O imaterial também arde? E sofre?
    2) – “… ou seja, o homem completo – glorifiquem a Deus, nas obras e na Fé.” Ou seja, nascemos e vivemos para glorificar um gajo que nunca vimos? Você está a chamar vaidoso e narcisista ao seu Deus? Isso não é pecado?
    3) – [a alma] “Criada no momento da concepção por Deus, que a infunde no novo ser.” Ou seja: Deus fabrica a alma, mete-a no novo ser e, se ela se portar mal, manda-a para o inferno. Boa! Então, Deus faz uma coisa foleira e depois castiga-a? Você está a chamar idiota a Deus? Isso não é heresia? Afinal, é o corpo que manda na alma, ou é o contrário? Repare: [A alma] “É o próprio ser humano.” Foi você que disse, não fui eu. Que raio de Deus sádico é esse, que faz um homem cheio de defeitos, e depois castiga-o? Se o homem se desvia do bom caminho, a culpa é do criador, ou não? J´
    a reparou que, se eu sou ateu é porque a minha alma assim o determina? Porque ela “sou eu”? E se a alma me foi dada por Deus, então ele é que é o culpado de eu ser ateu? Será que ele (Deus) não tinha, na altura, uma alma crente para me dar? Ou será que quis, na verdade, dar-me uma alma racional? Se assim for, estou capaz de acreditar nele, afinal, o gajo até é fixe… Sendo assim, se eos ateus o são porque Deus quis, com que direito é que você e os seus sequazes vêm para aqui vituperar o ateísmo?
    4) – ” (porque só Ele é dono da vida). Que grande treta! E os que se suicidam? E os que são assassinados? Não foram eles que decidiram acabar com a vida?
    5) – “Quanto às perguntas sobre o Génesis…” Gostei da resposta! Mas deixou-me uma dúvida: você tem a certeza de que NÃO É, mesmo, “testemunha” de Jeová? É que é essa, exactamente, a resposta que me dão: “Vou perguntar ao meu pastor, mas se quiser consulte a “Torre de Vigia”.
    Farinha do mesmo saco?
    De qualquer modo, não é uma questão de interpretação. Aliás, se a Bíblia tivesse sido escrita por inspiração divina nunca seria passível de interpretações. Era perfeita, e pronto. Preto é preto, branco é branco, não há lugar a outras cores, nem a cinzentos. Claro que pedir-lhe para compreender isto é o mesmo que pedir a um bebé para não borrar as fraldas.
    Mas continuo à espera dos seus esclarecimentos. E não se preocupe com o tempo: eu tenho todo o tempo do mundo. Se não for hoje, pode ser amanhã ou noutro dia qualquer.
    6) – “Procure,se a dúvida for sincera e tiver mesmo vontade de saber” Claro que é sincera. Claro que tenho vontade de saber. Claro que quero ter a certeza daquilo que suspeito: afinal, houve várias “criações”. Pelo menos, duas. Se for assim, cai por terra a “teoria” ateísta de que somos, todos, produto de incesto.
    Estes ateus não ganham juízo…

  • Anónimo

    Nunca foi, certamente, a Cuba nem à Rússia. É pena. Poderia visitar, como muita gente faz, algumas belas igrejas. Católicas. Os governantes podem ser ateus (em Portugal são católicos), mas os estados são laicos (em Portugal, nem por isso…). Ou seja, permitem o exercício religioso. Não deixam é que as igrejas metam o bedelho nos assuntos de estado. Nem vice-versa. Cada macaco no seu galho.

  • Renatomm

    laicidade, quem sabe um dia quando tudo for pelos ares.

  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    eu tbm sou de esquerda, anonimo. e perto do carlos esperança não tenho vergonha de dizer que ainda sou pouco inteligente.

    como andei dizendo no twitter. bem, a europa elege a direita mais rasteira só pra depois sair às ruas queimando praças, confrontando policiais e gritando. acho q tão tentando assar um porco q eles mesmos engordaram.

    vemos a imagens do acontece na italia, na frança, grecia, etc. parece desanimador.

  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    vou twittar essa frase, viu??? adorei :)

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  • Molochbaal

    Ora, não te metas com o JC porque tu também tens certezas absolutas.

    Tu SABES que deus não existe. Conheces os cantos todos ao universo, conheces todos os universos possíveis, todo o espaço e todo o tempo.

    E então tens a certeza.

    E entretanto, ninguém disse que o inferno não existe. O que disseram foi que o LIMBO não existe.

    A grande questão agora é para quê que foi o dinheiro pago pelas missas rezadas durante gerações pelas almas do limbo. Terão as missas automaticamente revertido pelas almas do inferno ?

    Terá o céu um departamento de contabilidade que reencaminha as missas pela aflição de almas que afinal não estavam nada aflitas por outras que estavam mesmo, mesmo, mesmo a precisar ?

    Ou todos os milhões de missas rezadas pelas alminhas do limbo foram pura perda de tempo ?

    Este é um dos mistérios da fé. E não é um dos mais pequenos.

  • Anónimo

    Relativamente à existência ou não de deus, acho melhor ficarmos por aqui, já que corremos o risco de cair numa conversa de surdos. Realmente, nada há que diga que deus existe, como nada há que diga que não existe. Do mesmo modo que nada há que diga que não existe um dragão invisível no meu quintal. Será que, também em relação ao dragão, a melhor postura é tornar-me agnóstico?
    Quanto ao inferno, uma pequena busca na “net” vai-te informar que João Paulo II disse, claramente, que o inferno, tal como nos tem vindo a ser descrito, um lugar de fogo e sofrimento, e que até foi mostrado aos pastorinhos em Fátima, não existe. Para ele, “O inferno é a ausência (ou privação, estou a citar de memória) de Deus”. O actual Papa é que veio dizer que sim senhor, o inferno existe. Ele lá sabe em que se baseia.
    Quanto às missas que sã rezadas (e pagas!) pelas alminhas do Limbo, aka Purgatório, elas continuam a ser rezadas. Agora, “em memória” dos falecidos. Chama-se a isto reconversão do negócio. Ou reciclagem.

  • anonimo

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Satanismo_LaVey

  • Pingback: As falácias da retórica ad baculum neo ateísta « Luciano Ayan

  • Rerisson

    Considerando que as revoluções anti-religiosas mataram 150 milhões de pessoas no século XX, poderíamos aplicar a mesma lógica:

    — se os ateus se limitassem a guardar a sua falta de fé para eles mesmos ao invés de quererem se preocupar com o que os outros fazem com a fé deles, “tudo seria pacífico”?

    E devo acrescentar: o texto mistura casos de violência do islam com casos de mera PREGAÇÃO por parte de igrejas ortodoxas, evangélicas e católicas, apresenta tudo como se fossem situações iguais, como se fosse violência, para concluir que o mundo seria muito melhor sem as religiões.

    As ditaduras atéias da URSS e da China falam por si mesmo.

  • Rerisson

    * “por si mesmAS”.

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