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A Responsabilidade Moral

22 de Novembro de 2010  |  Escrito por Luís Grave Rodrigues  |  Publicado em Não categorizado  |  64 Comentários

  

A notícia caiu como uma bomba:

- O Papa Bento XVI decidiu proclamar que o uso do preservativo é “aceitável em certos casos”, nomeadamente para reduzir o risco de infecção do HIV.

E a “bomba” é tão fantástica, que temo até que venha por aí um dia destes um qualquer esclarecimento, a dizer que não foi bem isso que o Papa disse.

Mas, ainda assim, algumas coisas há a dizer sobre este assunto.

Em primeiro lugar sobre o autêntico desplante do Papa em declarar que “a partir de agora” o preservativo passa a ser “aceitável”.

Mas quem é que este gajo pensa que é, e por quem se toma?

Em que século é que este facínora pensa que vive, ao ponto de pensar que tem o “direito” de proclamar ao mundo isto ou aquilo? Pensará ele que não há mais do que os atrasados mentais que o seguem para todo o lado e o apoiam acriticamente, diga ele uma coisa ou o seu contrário?

Mas o que mais me choca é isto:

Durante décadas a Igreja Católica determinou que o uso do preservativo era proibido, porque contrariava um estúpido e anacrónico dogma bíblico (Génesis, 38).

Durante décadas, entre queimas rituais de preservativos e da persistência desta estúpida proibição, das Filipinas a toda a África sub-saariana morreram milhares de pessoas, numa pandemia que tem sido um autêntico massacre das populações, para não falar dos órfãos da SIDA, tantos deles infectados também por falta de retro-virais adequados.

E afinal tudo em vão, porque pelos vistos o dogma era mesmo estúpido e anacrónico.

A televisão fez sondagens à saída das missas e, espanto dos espantos: agora toda a gente já está de acordo que o preservativo seja “aceitável”.

Sim, “aceitável”, mas apesar de tudo não muito, porque a típica tara sexual do clero católico ainda persiste, e o preservativo passa a ser “aceitável”, mas… só “em certos casos”.

Mais vale tarde que nunca, sim.

Mas não é por isso que as mortes e o sofrimento de tantas e tantas pessoas deixarão de pesar sobre a Igreja Católica, sobre as cabeças deste Papa e dos que o precederam, e até dos católicos sobre quem pesa a responsabilidade moral de ao longo de todos estes anos terem fechado os olhos e os terem apoiado filosófica e moralmente e de, assim, serem isso mesmo: católicos.

 
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  • Andreia_i_s

    Eles deveriam era ter aceite isto mais cedo.

  • Jairo Entrecosto

    Tem recebido insultos, ou têm-no chamado aquilo que o Esperança é?
    Por exemplo, quando escreve “Não serão as divergências que levarão qualquer de nós ao insulto”, o Carlos Esperança sabe que está a mentir. Ou seja, é um mentiroso.

    Quer ver porquê?

    Luís Grave Rodrigues escreveu aqui recentemente no Diário Ateísta: “Não há mesmo nada melhor do que a religião para tornar um homem num monte de merda”. E neste seu mais recente delírio:

    ” Pensará ele que não há mais do que os atrasados mentais que o seguem para todo o lado e o apoiam acriticamente, diga ele uma coisa ou o seu contrário?”

    Mentiroso, Carlos Esperança, é aquilo que o senhor é. Quer provas de que o próprio Carlos Esperança já usou insultos, apenas por discordar das pessoas ? Fique-se, por agora, com uma de 2005.

    http://afixe.weblog.com.pt/arquivo/2005/05/carlos_esperanc.html

  • Molochbaal

    “mentalidade excessivamente liberal e educar os seres humanos para viver como seres humanos, monogâmicos”

    Antes de mais nada, só para equilibrar o nível, visto que me estás a chamar animal, começo por te mandar para a puta que te pariu minha grandecísssima besta.

    Está melhor assim ? Já estamos ao mesmo nível ? Pronto, apenas quero que te sintas bem.

    Quanto ao resto, informa-te, não estou para fazer de paizinho a uma besta como tu. Os dados médicos estão em revistas da espeicalidade, como a Lancet.

    Entretanto, a maior parte da humanidade não consegue viver em monogamia absoluta. É um facto, sempre foi assim, até no tempo em que os teus amiguinhos fanáticos religiosos governavam a sociedade a maior parte das pessoas tinha namoros antes do casamento, sempre outras que nunca casaram, outras que depois do casamento tinham amantes, ou que depois de separados ou víuvos voltavam a ter namoros.

    Se para ti 90% da humanidade somos todos uns animais e só tu e os fanáticos religiosos é que são seres humanos, é um problema teu, concretamente um problema mental grave.

    Entretanto, quer queiras quer não, o problema mantém-se – a esmagadora maioria da humanidade NUNCA conseguiu ser estritamente monogâmica.

    Logo, quer queiras quer não a castidade NÃO funciona, na prática, sendo absolutamente necessária a ajuda do preservativo que, embora não perfeito, demonstrou ser a arma mais eficaz, até agora.

    Isto não sou eu que digo, é a própria OMS. Mas calculo que tu saibas mais do que a organização mundial de saúde.

  • Joao_1304

    Ou tu estás a recalcar algo… ou Ganhas à comissão para defender a OMS e a ONU (belas merdas de exemplos de credibilidade), ou…esta semana está mesmo a correr mal e vens para aqui des-stressar!

  • Molochbaal

    “Nunca o insultei e tenho aguentado os seus insultos. Estou a defender, racionalmente, uma posição moral. É tudo.”

    Ao dar a entender que alguém que tenha vida sexual sem ser casado é imoral, você está-me a insultar. Eu não sou casado e tenho vida sexual mas NÃO sou imoral. Não minto, não roubo, pago os meus impostos, não prejudico ninguém.

    O problema é que vocês estão mal habituados. Habituaram-se a que toda a gente vos repeitasse e a não respeitarem ninguém. Por isso nem consegues perceber que estares a tratar-me de imoral e como um verdadeiro animal que não tem moral nem sentimentos é capaz de ser um bocado chato. Mas folgo que não gostes quando são os outros que te tratam assim, pode ser que um dia compreendas que, para se ser respeitado se tem de respeitar.

    “É o Molochbaal que tem tornado isto numa questão pessoal, de ataque, ”

    Claro, como és tu que o dizes, eu até devia gostar que me tratassem como um animal incapaz de sentimentos espirituais ou morais. Devia ser uma grande honra para mim ser insultado por vocês, só porque vocês gostam.

    “sem explicar porque é que é prejudicial a vida afectiva e sexual casta. ”

    ??????????????????????????????????????????????

    Mas porque é que eu havia de explicar uma coisa que eu NUNCA disse ?

    Sugiro que paste JÁ aqui o texto onde alguma vez eu tenha dito alguma coisa contra a castidade.

    SÃO VOCÊS QUE INSULTAM OS OUTROS POR SEREM DIFERENTES.

    SÃO VOCÊS QUE TRATAM OS OUTROS COMO ANIMAIS IMORAIS POR SEREM DIFERENTES.

    Eu NUNCA defendi NENHUMA forma específica de sexualidade.

    Eu disse que somos todos diferentes e, como tal, temos de nos respeitar.

    Queres ser casto ? Queres até passar uma vida sem sexo ? À vontade, não tenho nada a ver com isso. Até já aqui elogiei as ordens religiosas da igreja.

    Eu próprio, noutras condições, preferia uma vida de castidade, i.e lealdade a uma parceira. Simplesmente, como apredni à minha custa, não pode ser uma qualquer, tem de alguém especial. E como esse alguém pode até nunca aparecer, não vou estar a colecionar casamentos, porque para mim esse é um assunto muito sério, mas também não vou deixar de ter vida sexual, eventualmente para sempre, só porque uns doidos dizem que é imoral a sexualidade fora do casamento.

    Simplesmente, se eu respeito a tua opção, também tens de respeittar a minha e não tratar-me como um animal imoral. Eu sou divorciado, não faço tenções de voltar a casar e também não faço tenções de deixar de ter vida sexual, não sou nenhum animal imoral por causa disso.

    A minha única “critíca” à castidade, que não é critíca nenhuma para quem consiga LER O QUE EU ESCREVO sem estar obsecado por fanatismos, é que, tratando-se de saúde pública, NÃO funciona socialmente, não porque não seja eficaz como meio de evitar doenças sexualmente transmissíveis, mas porque quase ninguém a consegue praticar.

    Mesmo nos tempos da outra senhora era normal, mesmo os senhores “bem” terem amantes, irem às putas, paparem a criada etc etc. Isto SEMPRE foi assim e não dá msotras d emudar, pelo que é CRIMINOSO fazerem campanha contra o preservativo, que, esse sim, ainda ninguém conseguiu mostrar em que é que seja imoral ser usado.

    “Se não é, e realiza o potencial do ser humano, então…”

    Folgo que conheças todos os seres humanos e saibas o que é melhor para eles, mesmo que seja contra a vontade deles. Os seres humanos que eu conheço são diferentes, uns sentem-se bem em castidade, outros são extremamente infelizes nessa situação. Mas como tu deténs toda a sabedoria do universo no teu dedo mindinho, calculo que saibas a melhor maneira de toda a gente viver – por coincidência a maneira como TU gostas de viver. Mas como TU gostas, então todos temos de gostar, certo ?

  • Molochbaal

    Claro. É facílimo.

    Basta usar ” 3 ou mais métodos (nunca menos),”.

    Se não consegues perceber que te estás a contradizer a ti próprio então mais vale que a conversa foque por aqui porque realmente não consegues perceber nada. O melhor parvo é realmente o que NÃO QUER perceber.

    E aliás, se fosse assim tão fácil e infalível porque é que milhões de mulheres casadas iam gastar fortunas em pílulas e prevervativos ?

    Deve ser porque a maioria da população é burra e só vocês são inteligentes.

  • Molochbaal

    Vera L,

    Nunca ouviu desdizer os relatórios do governo do Uganda ?

    Mas porque é que não estou espantado ? Vocês NUNCA ouvem nada do que não vos convenha. Se for preciso daqui a 5 minutos “esquece-se” desta conversa.

    Os relatórios do Uganda têm vindo a ser contradidados pelas maiores instituições médicas independentes, que apontam uma série de incongurências de eu já falei aqui umas 50 vezes, mas que vocês, espertamente, nunca “ouvem”. Quer que eu escreva mais alto ? :)

    Estas incongurências são:

    - Extrapolações abusivas de dados de um único hospital de uma zona onde a prevenção foi mais aplicada, para, abusivamente, apresentar esses dados como representativos de todo o país.

    - O facto de ser normal a taxa de infecção subir para picos altos em alturas de conflitos e estabilizar depois, como foi o caso do Uganda e outros países vizinhos. Tanto assim que a taxa d einfecção já tinha começado a descer ANTES das políticas de “castidade” do governo.

    - O facto de inicialmente, os programas eram totalmente abrangentes, sob a égide de organizações internacionais e só depois, sob influências religiosas se terem concentrado na abstinência. Ora acontece que, precisamente, se suspeita que o governo do Uganda esteja a esconder dados acerca de uma AUMENTO da taxa d einfecção devido ao “abstinence only” dos programas religiosos, que serão menos eficazes doq ue os programas normais da OMS que defedem o uso de TODOS os meios, tanto propaganda da castidade como do preservativo.

    - Para compreendermos o que o governo do Uganda basta pensar que ainda há pouco tempo membros deste governo estavam a fazer uma campanha para a homosexualidade ser punida com a pena de morte. Alguém que prefira os dados apresentados por um governo destes aos de institiuições médicas reconhecidas está ele próprio “apresentado” e não vale a pena falar mais do assunto.

    The scope of Uganda’s success has come under scrutiny from new research. Research published in The Lancet medical journal in 2002 questions the dramatic decline reported. It is claimed statistics have been distorted through the inaccurate extrapolation of data from small urban clinics to the entire population, nearly 90 per cent of whom live in rural areas.[10] Also, recent trials of the HIV drug nevirapine have come under intense scrutiny and criticism.[11]

    US-sponsored abstinence promotions have received recent criticism from observers for denying young people information about any method of HIV prevention other than sexual abstinence until marriage. Human Rights Watch says that such programmes “leave Uganda’s children at risk of HIV”.[12] Alternatively, the Roman Catholic organization Human Life International says that “condoms are adding to the problem, not solving it” and that “The government of Uganda believes its people have the human capacity to change their risky behaviors.”[13] Other critics have argued that Uganda’s success story has been hugely exaggerated as a combatant to donor fatigue, and to bolster the US Republican case for Abstinence only campaigns in Africa.

    It is feared that HIV prevalence in Uganda may be rising again; at best it has reached a plateau where the number of new HIV infections matches the number of AIDS-related deaths[citation needed]. There are many theories as to why this may be happening, including the government’s shift towards abstinence-based prevention programmes, and a general complacency or ‘AIDs fatigue’. It has been suggested that antiretroviral drugs have changed the perception of AIDS from a death sentence to a treatable, manageable disease; this may have reduced the fear surrounding HIV, and in turn have led to an increase in risky behaviour.

    Although abstinence has always been part of the country’s prevention strategy it has come under scrutiny since 2003 following significant investment of money for abstinence-only programmes from PEPFAR, the American government’s initiative to combat the global HIV/AIDS epidemic. It is felt that PEPFAR has shifted the focus of prevention in Uganda from the comprehensive ABC approach of earlier years. PEPFAR is channelling large sums of money through pro-abstinence and even anti-condom organisations that are faith-based, and believe sexual abstinence should be the central pillar of the fight against HIV. Abstinence-only is also being encouraged by evangelical churches within Uganda, and by the First Lady, Janet Museveni.

    This money is making a difference – some Ugandan teachers report being instructed by US contractors not to discuss condoms in schools because the new policy is ‘abstinence only’. Dozens of billboards around the country have sprung up promoting only abstinence to prevent HIV infection and sometimes discouraging condom use. Some leaders of small community-based organisations also report they are aware that they are more likely to receive money from PEPFAR (which is the largest HIV-related donor to the country) if they mention abstinence in their funding proposal.[14]

    There have been calls for a more nuanced view of Uganda’s response to HIV/AIDS. There is no doubt that there has been sustained, long term political commitment at the highest levels of government on this issue. In other countries such as Zimbabwe or South Africa, inept leadership has led to a serious crisis; some such as former President Thabo Mbeki deny the link between HIV and AIDS.

    One aspect of the response to HIV in Uganda bridges the Millenium Development Goals and prevention – that is vertical transmission or Prevention of Mother To Child Transmission (PMTCT). Through the Global Fund’s Born HIV Free campaign BornHIVFree the need and impact of PMTCT is made clear. Funding is encourged by UNITAID and MassiveGood”

    Calculo que vás “esquecer” rapidamente de tudo isto, pelo que é melhor ficarmos por aqui.

  • MO

    Vejo que baixou um pouco o volume. Ainda bem. Nunca o chamei de imoral… e não o faço quando defendo o que é moral. Todos nós falhamos. Mas a medida é igual para todos, porque sendo diferentes, sentindo de maneira diferente, todos somos dotados de racionalidade. Isto permite-nos perceber a complementaridade física entre um homem e uma mulher, por exemplo. Isto permite-nos também entender os fins objectivos (não subjectivos) da sexualidade: unitivo e procriativo. Como é óbvio, não é preciso ser crente para chegar a esta conclusão.

    Se a único problema que vê na castidade é o facto de como diz “não funcionar socialmente, não porque não seja eficaz como meio de evitar doenças sexualmente transmissíveis, mas porque quase ninguém a consegue praticar”, então o argumento cai por terra. Porque não é esta dificuldade que anula a moralidade da castidade. Pelo contrário, por vezes os actos morais são os mais difíceis de fazer. Alguém mata a minha mãe, o meu impulso é vingar-me, e matar quem a matou – mas controlo-me para não cometer um acto imoral. Temos que ser senhores do nosso destino. Com desculpas para as nossas fraquezas nunca chegamos à verdadeira liberdade – a de termos consciência das escolhas (do acto de escolher) que fazemos a todo o momento.

    Pax et bonum

  • Molochbaal

    “Se a único problema que vê na castidade é o facto de como diz “não funcionar socialmente, não porque não seja eficaz como meio de evitar doenças sexualmente transmissíveis, mas porque quase ninguém a consegue praticar”, então o argumento cai por terra. Porque não é esta dificuldade que anula a moralidade da castidade.”

    Decididamente, ou estás a gozar comigo ou estás a fazer-te de parvo.

    Eu NUNCA disse que a castidade é imoral. Ou que NÃO implica, ipso facto, que a não castidade o seja.

    Não és capaz de compreender que existem modos de vida diferentes ?

    Não és capaz de respeitar os outros ?

    Eu NÃO sou imoral por ter sexo sem ser casado, Até considero ser moralmente muito superior a ti, porque eu sou capaz de compreender e respeitar a tua forma de vida ao passo que tu não és capaz de respeitar a minha.

    ” Pelo contrário, por vezes os actos morais são os mais difíceis de fazer. Alguém mata a minha mãe, o meu impulso é vingar-me, e matar quem a matou – mas controlo-me para não cometer um acto imoral.”"

    És verdadeiramente brilhante. Agora comparas ter sexo fora do casamento com matar alguém.

    Ou seja, eu, por ter sexo sem ser casado sou uma espécie de assassino imoral.

    E depois dizes que não me insultas.

    Olha, das duas uma, ou és demasiado parvo para percer o que se passa no mundo ou estás a armar-te em parvo, por isso é melhor ficarmos por aqui.

    Farto dos teus INSULTOS já estou eu.

  • Molochbaal

    “Se a único problema que vê na castidade é o facto de como diz “não funcionar socialmente, não porque não seja eficaz como meio de evitar doenças sexualmente transmissíveis, mas porque quase ninguém a consegue praticar”, então o argumento cai por terra. Porque não é esta dificuldade que anula a moralidade da castidade.”

    Decididamente, ou estás a gozar comigo ou estás a fazer-te de parvo.

    Eu NUNCA disse que a castidade é imoral. Ou que NÃO implica, ipso facto, que a não castidade o seja.

    Não és capaz de compreender que existem modos de vida diferentes ?

    Não és capaz de respeitar os outros ?

    Eu NÃO sou imoral por ter sexo sem ser casado, Até considero ser moralmente muito superior a ti, porque eu sou capaz de compreender e respeitar a tua forma de vida ao passo que tu não és capaz de respeitar a minha.

    ” Pelo contrário, por vezes os actos morais são os mais difíceis de fazer. Alguém mata a minha mãe, o meu impulso é vingar-me, e matar quem a matou – mas controlo-me para não cometer um acto imoral.”"

    És verdadeiramente brilhante. Agora comparas ter sexo fora do casamento com matar alguém.

    Ou seja, eu, por ter sexo sem ser casado sou uma espécie de assassino imoral.

    E depois dizes que não me insultas.

    Olha, das duas uma, ou és demasiado parvo para percer o que se passa no mundo ou estás a armar-te em parvo, por isso é melhor ficarmos por aqui.

    Farto dos teus INSULTOS já estou eu.

  • MO

    Bem sei que há diversos modos de vida. Isso é óbvio. Mas nem todos são moralmente correctos. Essa é que a discussão a ter.

    Aliás, é por isso que nunca o julguei ou julgarei (e se quiser releia tudo o que escrevi), nem a si nem a ninguém. Não me compete a mim nem é consistente com a fé cristã. Mas certamente que podemos discutir a moralidade de certos actos ou não?

    Quanto ao resto, comparei a dificuldade que o agir moralmente muitas vezes implica – e para isso dei outro exemplo. Não comparei os actos em si. Leia-me com mais atenção.

    Pax et bonum

  • Molochbaal

    Ou, por outras palavras, visto que continuas a dizer que não me estás a insultar por dares a entender que sou completamente imoral, sem sentimentos, a um nível animalesco, etc etc.

    Depois de te aturar tudo isto, todos estes INSULTOS eu pergunto,

    EM QUE É QUE EU SOU IMORAL, ANIMALESCO, E MAIS ESSAS TRETAS TODAS POR TER NAMORADAS SEM SER CASADO ?

    Outra coisa, quando te fazes de bonzinho, ao mesmo tempo que cheio de orgulho desprezas toda a humanidade, agradecia que ainda por cima não pensasses que somos todos parvos.

    Isto é, de facto nunca me chamaste animal directamente, mas quando consideras imoral e animalesco o meu estilo de vida, naturalmente que isso se aplica a mim. Não é ?

    Por isso mete a treta do bonzinho no saco que és tão agressivo e arrogante como os outros.

  • MO

    Penso que chegámos ao limite do diálogo. Porque para o Molochbaal cada vez que eu falo é contra si – particularmente, contra si, julgando-o.

    Digo-lhe apenas isto: eu sou capaz de apontar quando eu próprio actuo imoralmente e não poucas vezes, por isso se lhe chamei imoral também o chamei a mim (mas não fiz nem uma coisa nem outra).

    A sua ideia parece ser que os cristãos passam atestados de pecado a todos os que não são cristãos – e que eles próprios não têm mácula (quando de facto, para nós, só um ser humano, uma mulher, não a teve). Pelo contrário, o que fazemos é reconhecer as nossas próprias fraquezas, os nossos erros, as nossas ofensas. Para isso é que serve o acto de contrição em cada missa. Para isso é que serve o sacramento da reconciliação (mais conhecido como “confissão”).

    Fique bem.

    Pax et bonum

  • Molochbaal

    MO

    “Penso que chegámos ao limite do diálogo.”

    Diálogo ainda não tinha visto nenhum. Apenas orgulho e desprezo pelos outros.

    Estou-me nas tintas para os teus salamaleques de passar por muito bonzinho quando só estás a demonstrar soberba e desprezo.

    Assim, acho muito bem que fujas à discussão e não tentes seuqer responder à pergunta que te fiz, onde me ias elucidar se me estavas ou não a insultar, explicando-me, ponto por ponto, em que é que é imoral alguém que não é casado ter uma vida sexual normal.

    A tua fuga é muito simples.

    É que nem tu fazes a mínima ideia, não passa de um tabú primitivo e idiota que provocou a infelicidade a milhões de pessoas e que tu segues porque sim, como seguirias qualquer outra coisa que te mandassem.

    Á falta de explicação mantenho portanto a minha ideia, quando tratas de imorais e animalescos as pessoas simplesmente por se portarem nornalmente, por exemplo, tendo vida sexual independentemente de serem ou não casadas, estás efectivamente a insultá-las, porque nem tu fazes a mínima ideia porque seja isso imoral. É imoral porque te dizem que é. Ponto.

    Quanto à tua teoria de não me posso sentir atingido embora estejas a falar do meu tipo de vida, compreendo que vos seja útil, poder insultar toda a gente e o pessoal fingir que não percebe que está a ser insultado. É de facto esse o nosso comportamento habitual, para evitar conflitos, mas isso criou-vos o mau hábito de um sentimento de inpunidade em que podem fazer e dizer tudo o que quizerem, estando-se a marimbar para os sentimentos dos outros, enquanto exigem muito respeitinho por vocês prórios e pelas vossas crenças.

    O respeito que demonstras por mim e pelos meus valores é zero, quero lá saber se o dizes na cara ou indirectamente.

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