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Comunicado da Associação Ateísta Portuguesa

19 de Janeiro de 2009  |  Escrito por Carlos Esperança  |  Publicado em AAP  |  60 Comentários

A Associação Ateísta Portuguesa (AAP), sem se rever nos conselhos do Sr. Patriarca, José Policarpo, às católicas jovens que eventualmente queiram casar com muçulmanos, manifesta-lhe pública solidariedade perante a onda de falsa indignação com que pretendem impedir-lhe o direito à livre expressão e aos conselhos que entende dar.

Carecem de legitimidade moral para condenar o patriarca, por sinal bastante tolerante, para um bispo, os que defendem a poligamia, a discriminação das mulheres, a decapitação dos apóstatas e a lapidação das mulheres adúlteras e pretendem que o Corão substitua o Código Penal.

Antes de se manifestarem ofendidos com o cardeal, os líderes islâmicos em Portugal devem penitenciar-se do seu silêncio perante as ditaduras teocráticas do Médio Oriente e o carácter implacavelmente misógino do Islão. Face a qualquer mullah até Bento XVI parece um defensor dos Direitos do Homem.

Quem pretende que compreendam os seus preconceitos tem de os explicar com clareza. E quem quiser que respeitem as suas crenças tem de demonstrar que estas merecem algum respeito. Falta aos muçulmanos europeus explicar a que tipo de regime submeteriam os não muçulmanos se deixássemos que Alá se tornasse grande e Maomé fosse o único profeta. Falta-lhes justificar porque havemos de respeitar as suas crenças acerca das mulheres, dos apóstatas, dos outros crentes, dos ateus e de todos que critiquem a sua religião.

Mas compete também aos bispos católicos fazer o mesmo. Explicar o que fez a sua religião pela democracia e pelo livre-pensamento, sabendo-se que a derrota política da Igreja está na origem das liberdades individuais de que gozamos. E justificar porque hão de merecer respeito as crenças católicas acerca das mulheres, do divórcio, do sacerdócio, da homossexualidade e do que é ou não é pecado.

Não são só os muçulmanos que criam um “monte de sarilhos” sem necessidade. A AAP recorda que as três religiões do livro – judaísmo, cristianismo e islamismo – são anti-humanas e patriarcais. A misoginia não é uma tara exclusiva do Islão mas apanágio do texto bárbaro da Idade do Bronze – o Antigo Testamento –, herdada pelas referidas religiões. O racismo, a xenofobia, a misoginia e a homofobia são valores do Antigo Testamento.

As três religiões não têm feito mais do que reproduzir esses valores cruéis e obsoletos sendo o Islão, actualmente, a religião que mais implacavelmente se bate pela manutenção do obscurantismo.

A AAP reitera o seu firme propósito de defender as liberdades, nomeadamente a religiosa, do mesmo modo que defende o direito à descrença e à anti-crença.

Odivelas, 18 de Janeiro de 2009

 
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  • http://www.ateismo.net/ Ricardo Alves

    « Perdia melhor o seu tempo a estudar sobre a Igreja Católica do que a tentar que eu adopte a sua posição.»

    Acredite ou não, não estou a tentar que adopte a minha posição. Estou a tentar compreender a sua.

    «Personalidades que contribuiram para defesa dos direitos humanos e a limitação do poder por influência do cristianimo e judaísmo: Santo Agostinho, Santo Isidoro de Sevilha, S. Tomás de Aquino, Marcílio de Póvoa e Padre António Vieira.»

    Acha honestamente que são comparáveis a Espinoza, Montesquieu, Voltaire, Hume, Thomas Paine, Thomas Jefferson, John Stuart Mill, Robert Green Ingersoll, Carl Sagan e Daniel Dennett?

    (…)
    Explique-me como é possível que no período de maior poder da ICAR não houvesse liberdade religiosa, e que as democracias se tenham afirmado, a partir do século 18, contra as igrejas, particularmente de Roma.

    «Já expliquei claramente em que é que o comunicado ofende crentes. Está no meu primeiro comentário.»

    Não consta.

  • http://www.ateismo.net/ Ricardo Alves

    «Mas faço uns acrescentos. Mais umas personalidades ligadas à Igreja que deram um bom contributo.»

    Já agora, poderia elaborar se a lei de separação de 1911 também se deve ao catolicismo, e qual foi o papel da ICAR no triunfo do MFA? ;)
    «Para além disso, entre outros aspectos o papa defende a subordinação das leis humanas aos dirteitos naturais.»
    Eu sei. «Direito natural» é a nova alcunha do «direito divino». Como se existissem direitos na ausência de sociedade.

    «É proclamada a liberdade de associação e a defesa do corporativismo orgânico e social.»
    Que viria a dar o corporativismo, ser inspiração do fascismo via Maurras, etc.

    “«As mutilações sexuais ou a negação do sacerdócio às mulheres são bastante mais graves do que qualquer discurso (acho eu).»

    Isso é o que você pensa.”
    Mantenho que é mais grave mutilar um órgão sexual do que dizer que não se acredita em «Deus». Se não pensa assim, fico preocupado.

    «A violência verbal está frequentemente associada à violência psicológica.
    Nenhuma das duas deixa marcas físicas, mas originam problemas emocionais e comportamentais de grande gravidade.»
    Acho que exagera. Muito. E violência verbal através da leitura de um texto parece-me um pouco romanesco. ;)
    Violência verbal, talvez quando lhe gritam aos ouvidos e não pode afastar-se. Agora, num comunicado ou num blogue? Só lê quem quer, e um texto não tem nem decibéis nem entoação.

    «Anselmo, onde?»
    Mais abaixo.

    «Uma coisa é a liberdade de culto e religião outra coisa é a obrigatoriedade de culto e religião. Defendo a liberdade, sou contra a obrigatoriedade.»
    Eu também. Mas continuo sem entender qual é o seu problema com o comunicado que ali está em cima.

    «O erro é tratar pontos de vista de crentes ou outras entidades religiosas como relativos à religião.»
    É assim que eles apresentam esses pontos de vista. Como religiosos. E por serem religiosos, como estando acima da crítica. Nunca se deu conta?

    «Mas por algum motivo, em vários países existe a liberdade de expressão. Que é também uma liberdade para contra-argumentar.»
    Isso revela cinismo. Já foi ver qual é o espaço que se dá nos media a quem não tem religião?

    «Já leu a Bíblia?»
    Sim.

    «Tem razão. Não há nada que diga que não podem adoptar nem sequer casar. Pelo contrário, há partes onde é defendida a pena de morte para eles.»

    Onde?
    “Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometeram ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte; o seu sangue cairá sobre eles.” (Levítico, 20:13)

    «Enquanto houver aqui liberdade de expresão, poderei criticar essa escolha.»
    Seja bem vinda.

  • Cátia

    «Já agora, poderia elaborar se a lei de separação de 1911 também se deve ao catolicismo, e qual foi o papel da ICAR no triunfo do MFA? ;) »

    Para depois me vir perguntar o que é que a igreja fez acerca de outros acontecimentos, e de outros e de outros, etc. Nunca mais poria um ponto final na disciussão.

    E como deve saber, o tempo é um bem escasso. E esta discussão é inútil. A sua posição é de pura contestação de tudo o que refiro.

    Mas se quer saber a lei de separação de 1911 deve-se a concepções oitocentistas.

    A lei de 1911 foi elaborada no mesmo espírito da constituição de 1911. À luz dos princípios de 1820-1822. Via-se a república enquanto perfeita expressão desses princípios. Concepções liberais democráticas, e não ainda democracia social. Com uns condimentos à base de laicismo e anticlericalismo (os grandes constitucionalistas portugueses o defendem).

    Já que andam à procura de textos contrários aos direitos humanos acutais, deixo uma última referência. Sempre é algo mais recente do que a Bíblia.

    A Constituição de 1911 não consagra o sufrágio universal. Remete para eli especial que, por sua vez, atribui direito de voto apenas aos cidadãos do sexo masculino (que soubessem ler e escrever).

    Quanto ao MFA. felizmente a IC absteu-se de participar nisso. Seria cotnrário aos princípios já defendidos pela instituição (direito à propriedade) vir associar-se a um movimento que apoiou e deu cobertura legal a expropriações e nacionalizações em massa.

    Também nãos eria correcto a IC, que criticou explicitamente o socialismo, dar apoio a um movimento que tinha como objectivo instituir um regime socialista em Portugal. Etc.

    «Eu sei. «Direito natural» é a nova alcunha do «direito divino».»

    Ideia errada. Nunca ao longo do tempo se confundiu direito natural e direito divino. Foram sempre teorizados separadamente.

    Sto. Agotinho defendeu que o Dto. natural correspondia à inscrição do direito divino no coração do homem. Nãoa teorizava a existência de dto. divino.

    Sto. Agostinho defendeu que o dto. natural era a participação da razão de deus nas criaturas racionais que permitia distinguir o bem do mal.

    Enquanto que o dto. divino seria a positivação da razão de Deus nas segradas escrituras.

    Mais tarde, Allain de Lille (séc. XIV) veio afirmar que o dto. natural não é transmitido por deus ao homem, deriva da natureza e de qualquer forma acaba ligado a Deus.

    Relativamente ao direito divino, a conscepção de S. Tomás foi defendida pela doutrina. Quanto ao direito natural, a concepção de Alain de Lille foi a que teve maior aceitação.

    «Que viria a dar o corporativismo, ser inspiração do fascismo via Maurras, etc.»

    A melhor concretização dada à concepção da DSI sobre o corporativismo é a da constituição portuguesa de 1933. Modelo que esteve vigente até 1974.

    «Mantenho que é mais grave mutilar um órgão sexual do que dizer que não se acredita em «Deus».»

    Agora introduziu uma nuance. É óbvio que dizer que não se acredita em Deus não é violência. Referia-me a outro tipo de discurso, assim mais do tipo do comunicado da AAP.

    Devia ter reparado que não comparei a mutilação com a violência verbal. A mutilação é violência física e tem consequências tão más como a violência verbal.

    Se ler bem o que escrevi referia-me à vedação do sacerdócio às mulheres, isso sim classifiquei como nada gravoso, comparativamente com a violência verbal.

    «Acho que exagera. Muito.E violência verbal através da leitura de um texto parece-me um pouco romanesco. ;) »

    O problema não é a leitura do texto, mas sim o que se introduz de exterior à leitura.

    «Violência verbal, talvez quando lhe gritam aos ouvidos e não pode afastar-se.»

    A violência verbal não conssite apenas em gritos e frases ditas em tom agressivo. Se consultar um psicólogo ou psiquiatra, ficará surpreendido com o que o mesmo dirá acerca da violência verbal.

    «Agora, num comunicado ou num blogue? Só lê quem quer, e um texto não tem nem decibéis nem entoação.»

    Lá está, tem uma ideia redutora do que é a violência verbal

    Lê quem vai parar ao texto por meio de pesquisa. Quem esteja a fazer uma pesquisa informativa terá necessáriamente de ler.

    Não é possível, antes de ler, saber se o conteúdo é nocivo. Muito menos avaliar o conteúdo.

    Gosto de ler as crónicas de Anselmo Borges. Regra geral tem um discurso coerente, de carácter social, que compatibiliza teologia com filosofia e religião.

    «Mas continuo sem entender qual é o seu problema com o comunicado que ali está em cima.»

    Lede os meu primeiros comentários ao comunicado.

    «Como religiosos. E por serem religiosos, como estando acima da crítica. Nunca se deu conta?»

    Nunca me dei conta de que todos os crentes sejam como diz.

    A maioria dos meus amigos e outas pessoas com que me dou bem são católicos e pagãos.

    Doume bem com eles precisamente porque nunca me tentaram impingir os seus pontos de vista.

    Geralmente nem falamos de religião. E de todas as vezes que falámos, eles, na sua maioria, compreenderam os meus pontos de vista e em alguns aspectos até concordaram.

    Um dos pontos em que e alguns dos meus amigos católicos estamos de acordo é nos aspectos negativos que a Igreja Católica tem. A maneira como ainda trata as mulheres, as posições demasiado doutrinárias e pouco sociais, sobre aspectos como o casamento, a contracepção, a sexualidade no geral, o aborto, etc. Não concordamos com essas posições.

    «Isso revela cinismo.Já foi ver qual é o espaço que se dá nos media a quem não tem religião?»

    Cinismo não é, felizmente, uma das minhas caracteísticas.

    Então diga lá qual é o espaço que se dá nos media a quem não tem religião (países em que existe a liberdade de expressão). E exemplifique com o caso português.

    «“Se um homem coabitar sexualmente com um varão, cometeram ambos um acto abominável; serão os dois punidos com a morte; (…) (Levítico, 20:13)»

    Ok, admito que tem razão. Não me recordava dessa referência.

  • Cátia

    Então, não lhe aprece óbvio que, apenas num estado onde predomine uma religião e as suas instituições têm muito poder, o sistema possa aproximar-se de uma teocracia?

    P.s.. O Irão é um estado Teocrático. Israel já foi um estado teocrático.

  • Cátia

    A Igreja Católica manifestou a sua discordância com diversas ditaduras. E mesmo quendo as suas entidades superiores o não fizeram, vários dos seus elementos opuseram-se a regimes polítivos, arcando com as devidas conseqências.

    Caso português. Quando a Igreja Católica apoiou Salazar este ainda não tinha sido implementada em Portugal a ditadura salazarista. Só mais tarde Salazar se tornou chefe de Governo. E pouco mais tarde foi elaborada a constituição de 1933, o primeiro passo para a instituição do regime.

    A relação entra a Igreja e o regiume foi fundamentalmente uma relação de colavoração. Em 1940 foi assinada uma concordata entre poder político e IC. Ficaram estabelecidas as regras de relacionamento entre Estado português e Santa Sé.

    O documento tinha em vista encerrar o conflito desencadeado pela Lei de Separação de 20 de Abril de 1911. Nela consagrou-se o reconhecimento da personalidade jurídica da IC, a separação entre igreja e Estado, foi assegurado o livre exercício de todos os actos de culto, a liberdade das associações e organizações da Igreja podem livremente estabelecer e manter escolas particulares paralelas às do Estado. Pela primeira vez ficou estipulado que seriam conferidos efeitos civis aos casamentos celebrados em conformidade com as leis canónicas. Etc.

    Não obstante, a relação entre igreja e Estado novo não foi isenta de conflitos. São conhecidos os casos de dois bispos que ousaram enfrentar o regime político através da crítica ao desrespeito por alguns direitos humanos que vinha a empreendido. Um desses bispos, D. António Fer-reira Gomes, chegou ao ponto de enviar uma carta manifestanto o seu descontentamento ao presidente do Conselho, o que determinou a sua partida para um longo exílio.

  • Cátia

    «Acredite ou não, não estou a tentar que adopte a minha posição. Estou a tentar compreender a sua.»

    Não parece. Tem feito mais afirmações do que questões.

    Não demonstra interesse pelo que escrevo. Pouca coisa escapa às suas críticas, comos e isso tudo estivesse profundamente errado.

    «Acha honestamente que são comparáveis a Espinoza, Montesquieu, Voltaire, Hume, Thomas Paine, Thomas Jefferson, John Stuart Mill, Robert Green Ingersoll, Carl Sagan e Daniel Dennett?»

    Acho que têm tanto valor como as personalidades que enuncia. E não sou apenas eu que o acho, mas também «mui nobres» doutores portugueses.

    Não chego é ao ponto de comparar. Para mim cada um deles deu o seu contributo. Sendo que cada contributo tem o seu valor.

    Aliás, se analisar os trabalhos desse spensadores vai constatar que são todos diferentes e cada um com os seus aspectos positivos. Nenhum semelhante ao outro.

    ««Já expliquei claramente em que é que o comunicado ofende crentes. Está no meu primeiro comentário.»

    Não consta.»

    Consta em todo o meu comentário. Desde o início ao fim o meu comentário critica os preconceitos que o comunciado contém e que, por serem preconceitos, ofendem muitos crentes.

    Quando vi o comunicado veio-m à memória uma frase proferida por Iranianos a elementos da National Geographic.

    A frase era: «Não somos terroristas».

    O comunicado não fala em terrorismo, mas fala em defesa da discriminação e lapidação de mulheres, em direitos e liberdades, entre outros assuntos.

  • Cátia

    A Igreja Católica manifestou a sua discordância com diversas ditaduras. E mesmo quendo as suas entidades superiores o não fizeram, vários dos seus elementos opuseram-se a regimes polítivos, arcando com as devidas conseqências.

    Caso português. Quando a Igreja Católica apoiou Salazar este ainda não tinha sido implementada em Portugal a ditadura salazarista. Só mais tarde Salazar se tornou chefe de Governo. E pouco mais tarde foi elaborada a constituição de 1933, o primeiro passo para a instituição do regime.

    A relação entra a Igreja e o regiume foi fundamentalmente uma relação de colavoração. Em 1940 foi assinada uma concordata entre poder político e IC. Ficaram estabelecidas as regras de relacionamento entre Estado português e Santa Sé.

    O documento tinha em vista encerrar o conflito desencadeado pela Lei de Separação de 20 de Abril de 1911. Nela consagrou-se o reconhecimento da personalidade jurídica da IC, a separação entre igreja e Estado, foi assegurado o livre exercício de todos os actos de culto, a liberdade das associações e organizações da Igreja podem livremente estabelecer e manter escolas particulares paralelas às do Estado. Pela primeira vez ficou estipulado que seriam conferidos efeitos civis aos casamentos celebrados em conformidade com as leis canónicas. Etc.

    Não obstante, a relação entre igreja e Estado novo não foi isenta de conflitos. São conhecidos os casos de dois bispos que ousaram enfrentar o regime político através da crítica ao desrespeito por alguns direitos humanos que vinha a empreendido. Um desses bispos, D. António Fer-reira Gomes, chegou ao ponto de enviar uma carta manifestanto o seu descontentamento ao presidente do Conselho, o que determinou a sua partida para um longo exílio.

  • Cátia

    «Acredite ou não, não estou a tentar que adopte a minha posição. Estou a tentar compreender a sua.»

    Não parece. Tem feito mais afirmações do que questões.

    Não demonstra interesse pelo que escrevo. Pouca coisa escapa às suas críticas, comos e isso tudo estivesse profundamente errado.

    «Acha honestamente que são comparáveis a Espinoza, Montesquieu, Voltaire, Hume, Thomas Paine, Thomas Jefferson, John Stuart Mill, Robert Green Ingersoll, Carl Sagan e Daniel Dennett?»

    Acho que têm tanto valor como as personalidades que enuncia. E não sou apenas eu que o acho, mas também «mui nobres» doutores portugueses.

    Não chego é ao ponto de comparar. Para mim cada um deles deu o seu contributo. Sendo que cada contributo tem o seu valor.

    Aliás, se analisar os trabalhos desse spensadores vai constatar que são todos diferentes e cada um com os seus aspectos positivos. Nenhum semelhante ao outro.

    ««Já expliquei claramente em que é que o comunicado ofende crentes. Está no meu primeiro comentário.»

    Não consta.»

    Consta em todo o meu comentário. Desde o início ao fim o meu comentário critica os preconceitos que o comunciado contém e que, por serem preconceitos, ofendem muitos crentes.

    Quando vi o comunicado veio-m à memória uma frase proferida por Iranianos a elementos da National Geographic.

    A frase era: «Não somos terroristas».

    O comunicado não fala em terrorismo, mas fala em defesa da discriminação e lapidação de mulheres, em direitos e liberdades, entre outros assuntos.

  • Cátia

    A Igreja Católica manifestou a sua discordância com diversas ditaduras. E mesmo quendo as suas entidades superiores o não fizeram, vários dos seus elementos opuseram-se a regimes polítivos, arcando com as devidas conseqências.

    Caso português. Quando a Igreja Católica apoiou Salazar este ainda não tinha sido implementada em Portugal a ditadura salazarista. Só mais tarde Salazar se tornou chefe de Governo. E pouco mais tarde foi elaborada a constituição de 1933, o primeiro passo para a instituição do regime.

    A relação entra a Igreja e o regiume foi fundamentalmente uma relação de colavoração. Em 1940 foi assinada uma concordata entre poder político e IC. Ficaram estabelecidas as regras de relacionamento entre Estado português e Santa Sé.

    O documento tinha em vista encerrar o conflito desencadeado pela Lei de Separação de 20 de Abril de 1911. Nela consagrou-se o reconhecimento da personalidade jurídica da IC, a separação entre igreja e Estado, foi assegurado o livre exercício de todos os actos de culto, a liberdade das associações e organizações da Igreja podem livremente estabelecer e manter escolas particulares paralelas às do Estado. Pela primeira vez ficou estipulado que seriam conferidos efeitos civis aos casamentos celebrados em conformidade com as leis canónicas. Etc.

    Não obstante, a relação entre igreja e Estado novo não foi isenta de conflitos. São conhecidos os casos de dois bispos que ousaram enfrentar o regime político através da crítica ao desrespeito por alguns direitos humanos que vinha a empreendido. Um desses bispos, D. António Fer-reira Gomes, chegou ao ponto de enviar uma carta manifestanto o seu descontentamento ao presidente do Conselho, o que determinou a sua partida para um longo exílio.

  • Cátia

    «Acredite ou não, não estou a tentar que adopte a minha posição. Estou a tentar compreender a sua.»

    Não parece. Tem feito mais afirmações do que questões.

    Não demonstra interesse pelo que escrevo. Pouca coisa escapa às suas críticas, comos e isso tudo estivesse profundamente errado.

    «Acha honestamente que são comparáveis a Espinoza, Montesquieu, Voltaire, Hume, Thomas Paine, Thomas Jefferson, John Stuart Mill, Robert Green Ingersoll, Carl Sagan e Daniel Dennett?»

    Acho que têm tanto valor como as personalidades que enuncia. E não sou apenas eu que o acho, mas também «mui nobres» doutores portugueses.

    Não chego é ao ponto de comparar. Para mim cada um deles deu o seu contributo. Sendo que cada contributo tem o seu valor.

    Aliás, se analisar os trabalhos desse spensadores vai constatar que são todos diferentes e cada um com os seus aspectos positivos. Nenhum semelhante ao outro.

    ««Já expliquei claramente em que é que o comunicado ofende crentes. Está no meu primeiro comentário.»

    Não consta.»

    Consta em todo o meu comentário. Desde o início ao fim o meu comentário critica os preconceitos que o comunciado contém e que, por serem preconceitos, ofendem muitos crentes.

    Quando vi o comunicado veio-m à memória uma frase proferida por Iranianos a elementos da National Geographic.

    A frase era: «Não somos terroristas».

    O comunicado não fala em terrorismo, mas fala em defesa da discriminação e lapidação de mulheres, em direitos e liberdades, entre outros assuntos.

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